segunda-feira, 30 de junho de 2008

+ 90 milhões em 30 anos...

"... Noventa milhões em ação, pra frente Brasil...", esta era (parte da) música no ano do tricampeonato brasileiro na copa de 70, hoje (2008) temos cerca de 183,9 milhões. O povo andou bastante ocupado! A população brasileira mais que dobrou nos últimos 38 anos.
E como gerir recursos e fornecer estrutura a toda essa gente? Pensando bem... que estrutura? A saúde pública é um caos, a educação forma analfabetos com diploma, a segurança vive atarefada e superlotada, a miséria continua aumentando... Hum, para onde foi o imposto desses novos 93 milhões? Ilhas Caymã, Suíça... bolsos e cuecas à parte... porque cresceu tanto?
A ironia de deixar mais miséria de herança... a porcentagem mais humilde da população é, geralmente, a mais 'fértil' e costuma mostrar números que até espantam (8 filhos, 10, 13, 16). Que tipo de estrutura essas crianças ganharão? Nenhuma,! Até o alimento lhes será consideravelmente escasso. Como a sociedade e o governo podem permitir que tal multiplicação de pobreza continue? Se espera chegar a absurdos populacionais (como na Índia ou China) para se tomar alguma medida mais drástica?
As medidas e programa de planejamento familiar tem dado algum resultado, contudo, não chegam a muitos que precisam. Além dos métodos contraceptivos mais simples (preservativos e pílulas hormonais), uma política de esterilização se faz também necessária. Pode parecer um pouco cruel e frio esterilizar a população, todavia a grande maioria não pode sustentar mais que dois ou três filhos e aí se faria a linha de corte.
Os procedimentos de esterilização são razoavelmente simples: ligadura de trompas (fem.) e vasectomia (masc.). São uma forma eficaz de controle de crescimento, não afetam a desenvoltura sexual ou a libido do casal, além de saírem a um custo menor ao estado, visto que possibilitará um desafogamento gradativo dos serviços públicos.
De que adianta essa natividade se não se pode criar bem esses novos brasileirinhos que virão? Vemos na rua todos os dias o resultado de uma criação sem qualidade, temos marginais... Sem educação e nem saúde, sem capacidade de conseguir uma forma decente de sustento acabam por se envolver em atividades ilícitas e aumentando a violência.
Em certas condições econômicas se sustenta um filho, noutras se agüenta dois ou três... mas por que há quem tenha 4 ou mais quando sequer pode manter um ou dois decentemente? Fez um ou dois, é suficiente (a depender da capacidade financeira) faz a esterilização, de preferência após o parto... o pai pode aproveitar e fazer a vasectomia junto, são procedimentos relativamente simples e podem consistir num pacto de afeto mútuo.

O que se diz a uma criança quando não se pode lhe dar um futuro?

terça-feira, 17 de junho de 2008

Criança gerando criança...


É essa a pior frase para a maioria dos homens ouvirem de suas namoradas, superando facilmente "Estou menstruada." ou "Quero discutir nossa relação..." e até mesmo "Ai amor, estou com dor de cabeça...". Em muitos casos o casal não tem preparo ou estabilidade para uma notícia dessa magnitude, gerando um caos na relação e a difícil tomada de decisões. O que fazer quando o casal é menor de idade e estudante?
No Brasil o aborto é crime, conseguindo-se apenas com um processo legal (tendo estupro como justificativa) ou em caso de risco de vida da mãe. Contudo, uma gestação não planejada não pode causar danos também? Que tipo de educação e estrutura uma menina de 16 ( ou 15, 14, 13, 12, 11!) pode dar a uma criança?
Não que se deva banalizar o procedimento, é muito agressivo, mas uma flexibilização da lei pode evitar o abandono de muitas crianças e a ruína de infâncias. Políticas melhores de educação sexual, um verdadeira e sem vínculos religiosos ou sob influência da moralidade hipócrita são necessárias. As crianças estão gerando crianças, é um absurdo! Os pais também devem ser educados para esse tipo de realidade e ajudar na prevenção.
Temos a necessidade de uma ampla campanha educacional para esse grave problema, que não só é de cunho social mas um sério desafio a saúde pública. A proporção de prematuros e doenças neonatais é bem superior a média normal, além de oferecer um risco maior a jovem mãe. Além da ausência de maturidade para encarar a nova realidade, é bastante difícil deixar de ser o centro do próprio mundo. Deixar de ser o centro das atenções é uma experiência bastante dura e somando-se a isso a carga de responsabilidade de criar o novo ser, que é totalmente dependente, é consideravelmente pesada.
Outro ponto complicado é a criação retrógrada e repressiva, jovens muito "trancados" geralmente não têm informação ou conhecimentos sobre sexo. Ainda porque os pais mais repressores têm vergonha de falar sobre o assunto ou o consideram um tabu. Em geral são frutos de um estilo de criação também repressor.
A solução plausível para este problema é uma campanha educacional de larga escala, com a inclusão de educação sexual com disciplina escolar desde o ensino básico (livre de tabus e ministrada por profissional capacitado), educação e informação da família (que é parte importante na formação e crescimento dos jovens), além de incentivo ao uma vida sexual saudável e ao uso de preservativos e métodos contraceptivos.

Vamos deixar nossas crianças serem crianças...

quinta-feira, 12 de junho de 2008

As cores da bandeira...


A bela bandeira brasileira, negra como nossas florestas queimadas, vermelha como o sangue derramado pela ganância por ouro, marrom como nossos oceanos poluídos e cinza como as nuvens de fumaça que recobrem nossas cidades egoístas. Que estamos fazendo com este paraíso que nos foi dado?
A cada ano é destruído um estado de Sergipe de mata na Amazônia, toneladas de resíduos industriais são jogados sem nenhum tratamento nas águas de nossas praias (mesmo as turísticas), sangue é derramado por dinheiro ou mesmo por futilidade, milhões de gases e partículas tóxicas são jogadas nos céus. Dentro de quanto tempo estaremos cercados de cinza?
O que estamos fazendo o verde das matas, o amarelo ouro de nossas riquezas, o azul-marinho de nossos belos mares e o branco pacífico de nossas nuvens a enfeitar o límpido céu? A cada novo ano a bandeira nacional tem cada vez menos relação com a realidade de nossa nação. Outras nações se digladiam por nossas riquezas, enquanto nós desperdiçamos tamanho presente com nossa ganância e ignorância sem fim.
Sugerem até a internacionalização da Amazônia, um absurdo, pois a riqueza jamais será repartida, apenas é uma forma legalizada de saque ao nosso patrimônio. Como acontece com toda riqueza ao redor do globo, usa quem pagar mais. Temos de dizer não a tamanho disparate, os estrangeiros já usaram sedenta e parasitariamente suas próprias riquezas e agora babam pelas nossas.
Outro absurdo, que é cometido aqui dentro por nossos compatriotas, a transformação de áreas de floresta em fazendas. É ridículo, o solo da amazônia é péssimo para agricultura, pois é extremamente pobre em sais minerais e a matéria orgânica é fornecida pela própria floresta (num sistema de auto alimentação). O desmatamento para gerar zonas agrícolas acaba com o pouco de nutrientes do solo, é desperdício e crime o que estamos fazendo com tamanha reserva de riquezas.
Nosso último desatino: atualmente uma fazenda na região amazônica pode explorar cerca de 20% de sua área, deixando o restante para preservação... Há um projeto de lei que quer mudar a porcentagem de exploração para 50%. Isso vai multiplicar a destruição!!! Como brasileiro devemos mudar isso! Já chega de tanto absurdo! Vamos lutar pelo que é nosso, salvem a amazônia!!!
(*mais informações visite: www.greenpeace.org)

sexta-feira, 6 de junho de 2008

E agora doutor?


Faculdade longa e difícil, horários enlouquecedores, vários locais de trabalho, dinheiro... razoável, centenas de pacientes, vários medicamentos e doenças para ter de memória. A 'vida' de um médico se confunde com sua medicina, qual nunca passou um feriado de plantão? Ou o réveillon trabalhando? É uma profissão que envolve e torna-se parte da pessoa.
No lado oposto da equação, o paciente. Horas nas filas, doente, cansado, desamparado, buscando um fim para sua doença. Mas pouco informado, acaba indo para locais errados, informação fruto de uma cultura errônea, imediatista.
Os hospitais lotados, gente pelos corredores, pacientes sem leitos, é dura a realidade da saúde no Brasil, o governo tem uma parcela esmagadora de culpa, mas o povo também leva sua cota, assim como os profissionais da área.
O estilo do Sistema Único de Saúde é funcional e eficaz, é o mesmo do Canadá, Cuba, Costa Rica e outros países, contudo no Brasil se vê este verdadeiro absurdo. Está aberto a toda população, realiza os mais diversos procedimentos e atende sob as mais variadas especialidades, contudo por corrupção, desvio de verbas e falta de informação, o sistema se encontra em estado precário.
Há uma hierarquia de complexidade, onde na base estão diversas Unidades Básicas e no ápice temo os grandes Centro médico-hospitalares. Mas, por falta de informação, a tendência geral é sempre ir às emergências hospitalares independente da gravidade da doença, O QUE É UM ERRO!
Há diferença entre urgência e emergência, a primeira é importante mas não tem risco de vida, enquanto a segunda apresenta risco de morte. E o que acontece na primeira gripe ou uma torção de tornozelo? Vai para a emergência para ser atendido rápido... Resultado: Emergências Superlotadas! O que fazer com uma vítima grave de acidente quando o único centro cirúrgico de um hospital está ocupado retirando um furúnculo?
Os corredores repletos de pacientes, os médicos abarrotados de prontuários, trabalhando 80 horas semanais ou mais, com plantões de 12h, 24h... medicando até a exaustão. Pacientes que entram para consulta e não fornecem informações direito para um diagnóstico correto, ou inventam queixas e pedem atestados, ou simplesmente querem fazer uma bateria de exames sem motivo (e não querem ser examinados). Check up é moda? Mas quando descobre que tem hipertensão se recusa a cortar o sal, ou é um diabético que não quer deixar seus docinhos...
Eis aí uma boa questão:

"Um check up ocasional serve como desculpa para manter um estilo de vida nada saudável?"

Hora de montar a cena: 'Seu Fulano' 50 e poucos anos, adora um torresmo, é doido por frituras, lhe falta educação para saber o quanto isso faz mal, e continua o exagero... vai fazer seu 'check up' (leia-se exame de sangue, fezes e urina - o povo acha que isso é um check up) e descobre uma aterosclerose... que pena! Só resta de dizer: e agora doutor?*

[*Agora é bye-bye pro torresmo e olá para os remédios e dieta]

terça-feira, 3 de junho de 2008

Sonhos e Frustrações...


A vida é um mar de surpresas, expectativas, decepções, vitórias, derrotas... um verdadeiro jogo de probabilidades. A cada esquina cruzada um novo conjunto de possibilidades é aberto, e devemos nos preparar para viver essa tempestade de incertezas. Sempre há desafios, são parte de nossa existência e nos motivam a continuar, a lutar e a sobreviver.
Antes mesmo de nascer, somos inundados de expectativas e sonhos, nossos pais esperam ter passado a nós suas melhores características, torcem para que tenhamos saúde, inteligência, que sejamos dignos de orgulho. Bom, com sorte uma parte dessas expectativas se realiza... Ou não.
E o que acontece quando não se concretizam? Decepção! Espera-se um filho estudioso, de bom caráter e no final temos um futuro delinqüente, que azar!
Mas pensemos um pouco, não vivemos repletos de sonhos e expectativas? Faz parte de nós essa esperança de conseguir algo melhor, ou de crescer, ou de achar a pessoa especial. São tão variados os sonhos quanto as mentes que os projetam... Só conseguimos viver porque temos objetivo, enquanto buscarmos, enquanto tivermos algo pelo que continuar, só assim podemos viver. Somos movidos a sonhos.
E quando os sonhos são quebrados e as expectativas frustradas? A queda de vôos tão altos, um mergulho nas trevas de decepção e apatia. Há estímulo ao sonho, mas nenhum preparo quanto a realidade dura da frustração. É ingenuidade pensar que todos os sonhos se realizam, nem em livros diabéticos (água com muito açúcar) tudo é realizado. Precisamos estar psicologicamente preparados para possíveis vieses de nossos planos, ter uma forma alternativa de sucesso.
É dolorosa e irritantemente amarga a derrota, mas nos ensina a realidade da vida e de nós mesmos, nos dá um piso e nos lembra de nossa imperfeição. Somos seres falhos, por isso continuamos em frente. O ser humano é instintivamente impelido a evoluir, a se aperfeiçoar, a crescer.
O combustível da vida são os sonhos, para tentarmos evoluir a algo 'melhor' do que somos agora, haverão obstáculos de decepções pelo caminho. Estas moldarão nosso caráter e nossa visão do mundo, são parte do aprendizado. A questão é a seguinte, como você espera correr atrás do seus sonhos e não passar por obstáculos? Esteja pronto para eles! Se fortaleça!

"Junte as pedras do teu caminho e as transforme na base da tua fortaleza."

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Porcupine Tree - A Smart Kid




O egoísmo é assim tão abundante na natureza humana? Quando se trata de satisfazer a própria ganância parece que a moral deixa de existir. ( ou talvez nunca tenha existido. ) Num planeta onde a maioria dos que tem condições de melhorá-lo pensa com os bolsos, a tendência é ir de mal a pior. Sempre pensam no "eu" e nunca em "nós". A melhor opção é sempre a mais lucrativa. É sempre a mesma linha de raciocínio: "Quem se importa com os outros? Eu quero é ganhar dinheiro." Não vejo nada de errado em querer ser rico, creio que todos nós gostaríamos de ter dinheiro para gastar à vontade. O problema é como a maldade humana e egoísmo funde-se e vêm os roubos, mortes, guerras, problemas ambientais e afins. Tudo em nome dos zeros na conta bancária. Falando em maldade humana vejamos o preconceito e o tudo que ele provoca. Não entendo o que há de tão difícil em aceitar as diferenças do outro. Sempre alguém dá um jeito de causar um conflito pela cor, religião, culturas, gostos diferentes. Tudo é motivo para causar desentendimento ou matança. Não podemos simplesmente conviver em paz? E no fim somos forçados a viver com medo. Estar sempre escolhendo nossas relações, estar sempre com um pé atrás. Afinal, nunca sabemos que tipo de pessoa nos espera. E viver com medo de ser o que você é, viver com medo de se relacionar, não é viver. Então uma pergunta: o que será o futuro do mundo então? Não seria horrível acordar amanhã e descobrir que o mundo como conhece não existe mais porque alguém do outro lado do planeta não gostava da religião do outro, ou porque não deu importância aos apelos para conter a exploração descontrolada dos recursos naturais? (Engraçado é que agindo assim, eles também condenam seus próprios filhos ( os quais eles devem dizer que amam)) ao mesmo futuro que nós. Ou ainda acordar e alguém não gostar mais de você porque descobriu que você tem uma crença diferente?

Link para download da música:
http://www.usaupload.net/d/zl24yra9v53

Link para letra e tradução:
http://img81.imageshack.us/img81/1280/porcupinehk6.jpg