
Gostaria que tivéssemos tido mais tempo juntos, mas dias depois um lycan lupino, de aparência rígida e trajes militares, aparece a porta. Apresenta-se como um oficial de alta patente e irmão de meu pai, embora sua semelhança com ele entregasse tudo. Meu tio Leon, a quem não via desde muito pequeno. Após uma conversa breve com os pais de Luca, ele me chamou a sala e mandou-me fazer minha mala. Assustado e sem esboçar qualquer reação, concordei e me dirigi ao quarto. Juntei minhas coisas, o Luca me olhava triste sentado na própria cama, me aproximei sequei-lhe uma lágrima com um toque suave e lhe beijei com todo amor que pude. Foi o nosso adeus...
Tio Leon, ou melhor, Coronel Leon, não era má pessoa, contudo foi bastante rígido comigo. Ele era responsável por um programa militar especial para uma força lycan do governo e me
colocou nisso assim que chegamos. Era uma cidade especial longe de qualquer traço de civilização, cercada por uma floresta densa, tivemos de chegar de helicóptero, a vista era fantástica, mas mal a aproveitei, só conseguia ver os olhos tristes do Luca pra onde olhasse. Com alguns dias consegui, pela primeira vez na vida, me enturmar. Havia um certo sentimento de união entre os soldados, como um time. Eram todos lycans, das mais variadas espécies, leões, tigres, cães, cervos, cavalos... Como se cada um tivesse uma habilidade essencial ao grupo.
Os treinos eram pesados e também tínhamos aulas de matemática, física, estratégia militar, balística, explosivos, anatomo-fisiologia humana e lycan. Fomos treinados duramente para formar uma tropa de alto nível. Até que surgiu a primeira missão, não era algo grande, mas o clima de nervosismo e ansiedade estava presente. Teríamos de resgatar as vítimas de um seqüestro, terroristas estavam mantendo os filhos de um político estrangeiro de um país aliado como reféns, teríamos de resgatá-los e detonar todo o local com uma janela de apenas 1 h.
Um avião espião nos deixou próximos do local onde saltamos de pára-quedas silenciosamente, corremos para o norte seguindo os gps de pulso até encontrarmos o cativeiro. Eram por volta de 4h da manhã e tudo estava calmo, havia um terrorista armado montando guarda na porta de uma cabana simples. Um colega felino o abateu com um dardo tranqüilizante num tiro certeiro.
Nos dividimos e três grupos, um pelo lado direito da casa, outro pelo esquerdo e um terceiro
fazia a cobertura. Eu liderei o grupo de esquerda, olhei pela janela com um filamento óptico e vi as vítimas amarradas e mais oito ou nove terroristas bem armados, quatro dormiam em redes improvisadas e as vítimas jaziam no chão, imundas e desacordadas. Fiz o sinal, plantamos alguns explosivos e nos preparamos para entrar. Granadas de gás paralisante foram jogadas dentro da casa e com máscaras e óculos especiais entramos e atiramos tranqüilizantes em todos que se movessem. Eles reagiram atirando e acertaram a perna de um companheiro e um tiro de raspão noutro. Ao final da confusão os tínhamos amarrados num tronco próximo a casa e começamos um interrogatório, nada conseguimos extrair, até que surgiu o comando via rádio “ - Uso de armamento letal liberado! Matem os terroristas!”, gelei, nunca matei fora o ataque anos atrás. Os colegas se encontravam em situação semelhante, até que um terrorista se soltou e foi pra cima de mim, rolamos no chão e quando dei por mim tinha gosto de sangue em minha boca e um corpo sem vida sobre mim. Levantei-me, me sentindo imundo, meus colegas me olhavam amedrontados, simplesmente puxaram suas pistolas e atiraram nos terroristas. Ainda tínhamos cinco min antes da detonação e partimos. Um espião nos aguardava no ponto combinado, enquanto amanhecia vi de relance lágrimas em algumas faces e tremores. Ninguém me olhava mais nos olhos. Só se ouvia o barulho da hélice do helicóptero.
Fomos recebidos com honrarias e festa após o sucesso dessa primeira missão, meu tio se aproximou de mim e meu deu um abraço. Eu não sabia o que fazer, fiquei imóvel, ele disse em meu ouvido “ -Estou orgulhoso!” E voltou às festividades. Eu me retirei ao vestiário, disfarcei minhas lágrimas num banho demorado, lembrei-me de Luca, chorei silenciosamente ainda mais. Troquei-me e retornei com uma máscara de alegria à festa. Bebi com meus colegas, embora ainda houvesse um clima discreto e estranho entre nós.
Alguns dias após consegui uma licença especial para passar um final de semana fora do campo, “Recompensa de herói!” Segundo meu tio. Mandei depressa um e-mail ao Luca, embora houvesse troca de mensagens, já não nos víamos há três anos.

Tio Leon, ou melhor, Coronel Leon, não era má pessoa, contudo foi bastante rígido comigo. Ele era responsável por um programa militar especial para uma força lycan do governo e me
colocou nisso assim que chegamos. Era uma cidade especial longe de qualquer traço de civilização, cercada por uma floresta densa, tivemos de chegar de helicóptero, a vista era fantástica, mas mal a aproveitei, só conseguia ver os olhos tristes do Luca pra onde olhasse. Com alguns dias consegui, pela primeira vez na vida, me enturmar. Havia um certo sentimento de união entre os soldados, como um time. Eram todos lycans, das mais variadas espécies, leões, tigres, cães, cervos, cavalos... Como se cada um tivesse uma habilidade essencial ao grupo.
Os treinos eram pesados e também tínhamos aulas de matemática, física, estratégia militar, balística, explosivos, anatomo-fisiologia humana e lycan. Fomos treinados duramente para formar uma tropa de alto nível. Até que surgiu a primeira missão, não era algo grande, mas o clima de nervosismo e ansiedade estava presente. Teríamos de resgatar as vítimas de um seqüestro, terroristas estavam mantendo os filhos de um político estrangeiro de um país aliado como reféns, teríamos de resgatá-los e detonar todo o local com uma janela de apenas 1 h.
Um avião espião nos deixou próximos do local onde saltamos de pára-quedas silenciosamente, corremos para o norte seguindo os gps de pulso até encontrarmos o cativeiro. Eram por volta de 4h da manhã e tudo estava calmo, havia um terrorista armado montando guarda na porta de uma cabana simples. Um colega felino o abateu com um dardo tranqüilizante num tiro certeiro.
Nos dividimos e três grupos, um pelo lado direito da casa, outro pelo esquerdo e um terceiro
fazia a cobertura. Eu liderei o grupo de esquerda, olhei pela janela com um filamento óptico e vi as vítimas amarradas e mais oito ou nove terroristas bem armados, quatro dormiam em redes improvisadas e as vítimas jaziam no chão, imundas e desacordadas. Fiz o sinal, plantamos alguns explosivos e nos preparamos para entrar. Granadas de gás paralisante foram jogadas dentro da casa e com máscaras e óculos especiais entramos e atiramos tranqüilizantes em todos que se movessem. Eles reagiram atirando e acertaram a perna de um companheiro e um tiro de raspão noutro. Ao final da confusão os tínhamos amarrados num tronco próximo a casa e começamos um interrogatório, nada conseguimos extrair, até que surgiu o comando via rádio “ - Uso de armamento letal liberado! Matem os terroristas!”, gelei, nunca matei fora o ataque anos atrás. Os colegas se encontravam em situação semelhante, até que um terrorista se soltou e foi pra cima de mim, rolamos no chão e quando dei por mim tinha gosto de sangue em minha boca e um corpo sem vida sobre mim. Levantei-me, me sentindo imundo, meus colegas me olhavam amedrontados, simplesmente puxaram suas pistolas e atiraram nos terroristas. Ainda tínhamos cinco min antes da detonação e partimos. Um espião nos aguardava no ponto combinado, enquanto amanhecia vi de relance lágrimas em algumas faces e tremores. Ninguém me olhava mais nos olhos. Só se ouvia o barulho da hélice do helicóptero.
Fomos recebidos com honrarias e festa após o sucesso dessa primeira missão, meu tio se aproximou de mim e meu deu um abraço. Eu não sabia o que fazer, fiquei imóvel, ele disse em meu ouvido “ -Estou orgulhoso!” E voltou às festividades. Eu me retirei ao vestiário, disfarcei minhas lágrimas num banho demorado, lembrei-me de Luca, chorei silenciosamente ainda mais. Troquei-me e retornei com uma máscara de alegria à festa. Bebi com meus colegas, embora ainda houvesse um clima discreto e estranho entre nós.
Alguns dias após consegui uma licença especial para passar um final de semana fora do campo, “Recompensa de herói!” Segundo meu tio. Mandei depressa um e-mail ao Luca, embora houvesse troca de mensagens, já não nos víamos há três anos.

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