quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Bordados e manchas - Ego ferido



Finalmente o grande dia havia chegado. Equipe armada até os dentes, todos presentes na sala de Govannon. O mais novo integrante, O arquelógo-perspicaz, nos tele-transportou para o desfiladeiro que ficava atrás da varanda, nos fundos da casa de festas.

Após subirmos escalando, o arqueólogo viu uma menina sentada no chão e dois cachorros rodeando os fundos. Não fosse a cautela do Arqueólogo e o faro do Introspectivo, iríamos dar de cara com os cachorros. Infelizmente não pudemos detê-los antes que eles machucassem nossa equipe. A menina pareceu ter percebido a nossa presença e correu para dentro de casa. Dessa vez eu consegui agir rápido e domei um dos cães. O outro machucou a mão do Vôzinho-estúpido (coisa que achei até bem feito) mas o Japonês atirou bem no meio das fuças dele.

Conseguimos entrar furtivamente. A casa estava aparentemente vazia. Só consegui detectar a mente de uma pessoa. Nas salas, nenhum sinal de vida. O ambiente não ajudava enxergar muito bem. E começava a ficar cada vez mais escuro. Afastei-me um pouco da sala principal, acompanhando os passos de Govannon. Comecei a passar mal, sentia uma tontura, uma fraqueza sem nexo. Tentei detectar se estavam manipulando minha mente. Nada funcionava. Virando para o outro lado, encontrei a menina caída no fim do corredor. Ao mesmo tempo, consegui ouvir som de metal se arrastando. Parecia que os outros corriam perigo. Mas eu já estava fraca demais para socorrê-los. Minhas pernas tremiam, sentia muita sede. A menina se aproximava cada vez mais de mim, pedindo ajuda. Ela estava sedenta também. Vi uma jarra com água num dos cantos da sala, mas antes de andar para pegar, caí no chão, quase desmaiada. Olhando para Govannon, ele parecia não reagir, estava imóvel. O arqueólogo-perspicaz tentava reagir, como eu, também sem sucesso. Não conseguia ver os outros. Mas fui capaz de ouvir a voz de quem estava provocando tudo aquilo. “Vocês estão gostando? Vou fazer vocês virarem pó! E o primeiro ser ele!”, apontou para Govannon.

Em segundos a magia se dissipou, consegui recuperar uma parte das minhas forças. No centro da sala estava uma figura horrenda, apontando cada um dos seus seis braços para um alvo diferente.

Num estalar de dedos, vimos o corpo de Govannon se esfarelar diante de nós. Minhas magias não funcionavam, eu ainda estava fraca. Como poderia reagir? Estava vendo a morte diante de nós. E uma menina inocente pedindo água diante dos meus pés. Mas o Japonês parecia lutar contra o inevitável. Vários tiros acertaram o poderoso monstro-mago. E ele parecia bastante forte ainda...

O que me restava era oferecer à menina um pouco de conforto. Dei água a ela e esperei. Iríamos virar pó, todos juntos! “Queria matar um por um, mas vocês preferem morrer juntos, pelo que percebo”! O mostro apontou todos os seis braços para cada um de nós.

E a última cartada seria a do arqueólogo. Num ímpeto de covardia ou coragem chutou o estômago da pequena criança jogada aos meus pés.

Toda aquela cena se dissipou. Acordamos todos diante de Govannon, sentado numa mesa com a pequena criança no colo.

Tentei me acalmar a muito custo, estava perplexa da maneira como tudo foi meticulosamente planejado. Pela segunda vez me senti usada.

A ilusão criada com a ajuda da garotinha tinha apenas uma razão. Convencer a cada um dos envolvidos na batalha que estávamos diante de inimigos muito poderosos... Aquele mago era uma espécie de semi-deus. Seria impossível derrotá-lo.

A raiva que sinto agora tem um nome: Govannon. Isso mesmo, G-O-V-A-N-N-O-N. Se ele tem os meios dele, eu tenho os meus. Manterei os fatos importantes, somente o essencial. A raiva? Será fácil esquecer. Preciso esquecer por uma questão de segurança. Farei exatamente como fiz com os sonhos...

Desde o início, tudo, tudo planejado por ele. Mas apesar da raiva que eu sinto, ele tem razão em dizer que precisamos nos proteger.

Estamos envolvidos numa grande guerra de interesses.




Um comentário:

Léo Ferrari disse...

Léo falando:

Avô? Govannon mal chegou aos 30, aheaheaeheh! Porque vcs não postam lá no fórum do RPG nosso também? É que todo mundo do grupo já conhece o legadodastrevas.blogspot.com

Mas postem aqui tb! Aí tem post pra todo mundo! Heheheheh!

Govannon falando:

Isso mesmo cara Sophie, o mundo é cheio de espíritos e só lutando ao lado dos magos Flecha de Adamante você poderá se tornar forte o suficiente para proteger o mundo deles.

Usando? Eu não usaria essas palavras...