Saúde, um dos mais importantes itens numa sociedade, o básico de uma boa existência... ou ao menos uma existência razoável. Vemos em todas as organizações sociais, desde pequenas famílias nucleares até grandes blocos multinacionais que seu sistema de saúde é reflexo não só dos fatores culturais, como também das relações interpessoais dos seus indivíduos e suas identidades dentro da superestrutura. Em resumo, o que vemos ao analisar um sistema de saúde é uma versão menor e amostral dos valores da sociedade ao qual o sistema pertence.
A nível de Brasil há uma hierarquia de qualidade dentro da saúde, uns poucos com acesso a uma tomografia antes de dar sequer um bom dia, em outros pode-se aguardar bons 40min para uma conversa rápida e uns exames... e o nosso campeão de audiência! Onde se aguarda 2 meses por uma consulta e mais 3 pra marcar um exame de 5 min, outro 2 para uma segunda consulta, somente para resolver uma doença que termina em três dias...
E diante da nossa sociedade imediatista, recorre-se às unidades de emergência com os mais absurdos motivos, cortes superficiais ocupam vagas destinadas a acidentes automobilísticos e tonsilites no lugar de crises hipertensivas. E o que fazer quando além de uma demanda superior à oferta somada a completa desordem e ignorância de prioridades? Aumentar a oferta e definir junto aos usuários a hierarquia de prioridades. Simples? De fato é! Todavia certas verbas teimam em parar em contas particulares e não se percebe nenhuma estratégia que mostre a população o que é ambulatorial, urgência e emergência.
O Brasil possui o melhor sistema de saúde já criado no mundo, o SUS, utilizado no Canadá, Cuba e Costa Rica (dentre outros), a questão é que nestes países é levado a sério e funciona! Enquanto deste lado da cerca... bom, basta pegar qualquer meio de comunicação para se ter uma idéia. Voltando a teoria do espelho, se a saúde que é tão importante anda desse jeito... como será que está o restante do país?
Um sistema de saúde requer uma boa interação entre seus mais diverso profissionais, desde aqueles que saem manchados de sangue, até os que passam os dias cercados de papéis e números. As conexões entre os pacientes e a documentação é imprescindível, não somente pela organização e catalogação dos procedimentos, mas para estruturar as futuras estratégias de saúde e dar suporte a avaliações detalhadas do perfil da população e suas moléstias.
Observa-se que ao invés de uma grande equipe interagindo para o sistema fluir, temos um verdadeiro arquipélago de classes profissionais, ao que parece cada um se preocupando apenas com sua própria função... um problema que cria uma vítima, o paciente! Processos simples que deveria correr em poucos minutos acabam por tomar horas, vê-se cada tipo profissional isolado em seu mundinho se preocupando apenas consigo e o risco de processo... ignorante a outra ponta da equação, como se fosse outra realidade alheia a dele.
Um fato interessante é a facilidade com que se pode observar as ilhas profissionais, basta entrar num hospital, de um lado um grupo de médicos discutindo, do outro enfermeiros conversando e preparando tratamentos prescritos, fisioterapeutas elaborando exercícios, nutricionistas, auxiliares de enfermagem, ... e no final da lista o paciente que aguarda um diagnóstico, sua terapêutica de tratamento (seja farmacológica ou fisioterápica) e exercendo plenamente sua denominação... sendo paciente, para que se lembrem de que ele os aguarda para poder continuar.
A nível de Brasil há uma hierarquia de qualidade dentro da saúde, uns poucos com acesso a uma tomografia antes de dar sequer um bom dia, em outros pode-se aguardar bons 40min para uma conversa rápida e uns exames... e o nosso campeão de audiência! Onde se aguarda 2 meses por uma consulta e mais 3 pra marcar um exame de 5 min, outro 2 para uma segunda consulta, somente para resolver uma doença que termina em três dias...
E diante da nossa sociedade imediatista, recorre-se às unidades de emergência com os mais absurdos motivos, cortes superficiais ocupam vagas destinadas a acidentes automobilísticos e tonsilites no lugar de crises hipertensivas. E o que fazer quando além de uma demanda superior à oferta somada a completa desordem e ignorância de prioridades? Aumentar a oferta e definir junto aos usuários a hierarquia de prioridades. Simples? De fato é! Todavia certas verbas teimam em parar em contas particulares e não se percebe nenhuma estratégia que mostre a população o que é ambulatorial, urgência e emergência.
O Brasil possui o melhor sistema de saúde já criado no mundo, o SUS, utilizado no Canadá, Cuba e Costa Rica (dentre outros), a questão é que nestes países é levado a sério e funciona! Enquanto deste lado da cerca... bom, basta pegar qualquer meio de comunicação para se ter uma idéia. Voltando a teoria do espelho, se a saúde que é tão importante anda desse jeito... como será que está o restante do país?
Um sistema de saúde requer uma boa interação entre seus mais diverso profissionais, desde aqueles que saem manchados de sangue, até os que passam os dias cercados de papéis e números. As conexões entre os pacientes e a documentação é imprescindível, não somente pela organização e catalogação dos procedimentos, mas para estruturar as futuras estratégias de saúde e dar suporte a avaliações detalhadas do perfil da população e suas moléstias.
Observa-se que ao invés de uma grande equipe interagindo para o sistema fluir, temos um verdadeiro arquipélago de classes profissionais, ao que parece cada um se preocupando apenas com sua própria função... um problema que cria uma vítima, o paciente! Processos simples que deveria correr em poucos minutos acabam por tomar horas, vê-se cada tipo profissional isolado em seu mundinho se preocupando apenas consigo e o risco de processo... ignorante a outra ponta da equação, como se fosse outra realidade alheia a dele.
Um fato interessante é a facilidade com que se pode observar as ilhas profissionais, basta entrar num hospital, de um lado um grupo de médicos discutindo, do outro enfermeiros conversando e preparando tratamentos prescritos, fisioterapeutas elaborando exercícios, nutricionistas, auxiliares de enfermagem, ... e no final da lista o paciente que aguarda um diagnóstico, sua terapêutica de tratamento (seja farmacológica ou fisioterápica) e exercendo plenamente sua denominação... sendo paciente, para que se lembrem de que ele os aguarda para poder continuar.
