quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Fics Lupinas 4 - A criança das trevas e seu guardião


Desde o fatídico encontro no Bahia Café Hall com sua posterior destruição já imaginava que havia algo estranho neste mago. Não que algum mago mereça confiança, mas este em particular testa cada vez mais a minha já curta paciência lupina. Sempre com suas intenções obscuras e segredos, realmente tê-lo como aliado é algo cada vez mais desafiador, um verdadeiro teste de vontade.
Após aturar as dificuldades costumeiras com criaturas das trevas e seres malditos buscando minha extinção, acabei me tornando um pouco mais sábio, mais arisco. Mas este senhor de nome Govanom, ainda que jovem para o título, traz um fundo de mistério e uma névoa de incertezas ao seu redor.
A já atribulada visita a Mansão Hildemberg, nosso atual QG, foi o primeiro grande desafio. A invasão sendo simples demais, aquela misteriosa criança, como um dito ninho de sanguessugas tem apenas o cheiro de uma criança? Aquela menina pálida de aparência morbidamente inocente foi a única amostra de habitação daquela grande mansão. As tentadoras promessas de nosso misterioso anfitrião quanto aos tesouros lá dentro nos motivaram, mas o preço não foi barato.
A dura batalha naquela maldita sala de prata, recoberta de estacas, o suor e a adrenalina correndo loucamente sob os pêlos, a vida parecia ter o minutos contados. E como já não estivesse tudo miseravelmente difícil, aparece aquela horrenda criatura, que me descrevem como um semideus de uma dimensão alheia a minha compreensão restrita. Um ser de tamanho poder e bizarrice, que parecia ter saído dos piores pesadelos de todos os psicóticos drogados dessa maldita cidade somados.
Pentes e mais pentes foram gastos, as garras não ultrapassavam mais que superficialmente aquele couro maldito, estávamos prestes a ser fritos com raios, como o falecido Govanom fora minutos antes.
Em meio a adrenalina uma fagulha se acende em minha transtornada mente de gauru, o cheiro da casa ainda parecia abrigar apenas a garota, a cena parecia demasiado absurda para existir e num rápido pensamento gritei ao Antônio, o companheiro que se via perdendo os próprios membros em pedaços, que usasse suas ultimas forças para se livrar da menina.
Nem a ruiva conseguia manter seu orgulho, arrastando-se pelo chão e tentando alcançar a pirralha pálida, ambas pareciam sofrer juntar um mal invisível que as consumia. Ela ficou surpresa ao ver o golpe de Antônio sobre a menina. Em seguida tudo é uma névoa colorida e todo o tecido da realidade se esgaçou.
Acordamos sem danos, eu já voltara a minha humanidade e Govanom estava sentado numa poltrona, vivo! Com a garota em seu colo, tudo fora uma ilusão! A menina de aparência inocente e seu guardião haviam nos pregado uma peça! Mesmo após a bendita explicação, meus sangue fervia... a raiva pulsava em vermelho vivo sob a minha pele, minha única vontade era estraçalhar a ambos e sentir o sangue escorrer dentre meu dedos.



A desgraçada prudência me manteve quieto... ainda não era o momento...

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