
Conquistamos a mansão, prudência (ansiolíticos) e uma boa caminhada (acompanhado de uma garrafa de whisky) me acalmaram quanto a sórdida armadilha de Govannon e sua miniatura de sanguessuga. A árvore brilhante trazia calma, emanava um poder ancestral antigo, era como estar em casa... ainda que estivesse na mansão com aquele maldito! Acabei decidindo por ficar na casa e guardar tão precioso tesouro, ao menos até conseguir uma forma de tirá-lo de lá...
Após noites calmas, tudo parecia ir bem, sem novas armadilhas e o grupo parecia estar mais entrosado, aquele ridículo metido a índio (que mais parece uma bolsa de moedas de couro) parecia interessado na gagsterzinha... Há coisas que eu preferia nem ver... Era uma discrepância de mundos bastante gritante!
De repente o índio me apareceu com uma proposta interessante, uma magia que eu até então desconhecia, um ritual que me seria bastante útil... acho que esta foi a primeira vez que o "courinho" foi útil para alguma coisa de fato. Era um um ritual de magia urutha, um ritual de dedicação das vestes, para não destruí-las durante a transformação ( coisa que já estava me custando bastante caro!). Bom, proposta aceita, ele me pediu um local com privacidade e contato direto com a mãe terra, lá fomos às dunas novamente.
Em pleno palco de minhas mórbidas memórias, se deu nosso ritual, com uma pequena fogueira, palavras de poder e gestos... foi simples, mas bastante interessante (preciso aprender isso!) Concluído o processo, me senti estimulado a lhe oferecer um pouco do vinho que eu havia trazido, mas ele preferiu a cachaça artesanal (que também estava na minha mochila). Boas bebidas à luz da lua, isso sim é um ritual!
Inspirado pelo seu pequeno (e prático) ritual, 'Courinho' nos faz um convite uma jornada a sua terra, nas matas (restantes) da Chapada Diamantina. O argumento foi bom... um ganho substancial de poder, as batalhas seriam mais interessantes. Horas de ônibus, horas num trilha no meio da mata, mais horas na mata sem trilha. Imaginei se em algum momento não acabaríamos chegando a Goiás...
Ao final de nossa caminhada digna de um carteiro em hora extra, uma pequena e simples cabana, discreta por dentre as árvores... até fazendo parte do cenário. O interior era tão rústico quanto o exterior, perfazendo quase uma oca. Senti falta da civilização. Após certo descanso, um pouco de água e frutas frescas, ouvimos de Kirin (courinho), como seria o ritual, sobre a tribo indígena que mora próximo e outras frescuras sobre respeito e outras coisas...
O ritual procedeu sob a lua, em volta de uma fogueira, todos os urutha do nosso singular grupo; lá estava eu, uma filhota de gansgter, um narcotraficante exótico e um protótipo de bolsa de couro metido a índio. Que ótima alcatéia me meti... faíscas e efeitos à parte, foi uma cerimônia interessante, contudo o totem escolhido não me cheirava bem, como poderia ter respeito por aquele frango redondo? Me pareceu contrário a minha natureza, mas ainda sim algo interessante viria dali.
O retorno à velha mansão, a viagem fora calma (e longa)... mas algo naquela noite traria um pouco de emoção. Já eram altas horas, a gangster tinha arrastado o courinho para uma boate, o narco se embrenhou sabem os deuses onde, estávamos apenas Govannon, Raimundo e eu,na mansão. Havia devorados alguns artigos e estava curtindo o sono dos justos até escutar barulhos estranho vindos do corredor... Espreito à porta com duas seringas de curare concentrado (paralisante muscular), o som parece vir lá de baixo, no corredor vejo Raimundo e Govannon de pijamas (assim com eu) com armas em punho. Escutamos passos à escada, muitos deles... e uma multidão de 'vampiros' desponta no vão.
Não nos atacam, abrem espaço e vemos o que parece ser o líder, de aparência enauseantemente hedionda, se denomina Pesadelo, num tom rouco e metálico de voz. Ao erguer os braços, percebemos que em sua mãos jaziam inconscientes a pequena sanguessuga Jéssica e a sedutora ruiva Sophie. Um sorriso podre e um estalo, nossas aliadas haviam sumido e um número considerável de inimigo acabava de apontar armas para nós.
Após noites calmas, tudo parecia ir bem, sem novas armadilhas e o grupo parecia estar mais entrosado, aquele ridículo metido a índio (que mais parece uma bolsa de moedas de couro) parecia interessado na gagsterzinha... Há coisas que eu preferia nem ver... Era uma discrepância de mundos bastante gritante!
De repente o índio me apareceu com uma proposta interessante, uma magia que eu até então desconhecia, um ritual que me seria bastante útil... acho que esta foi a primeira vez que o "courinho" foi útil para alguma coisa de fato. Era um um ritual de magia urutha, um ritual de dedicação das vestes, para não destruí-las durante a transformação ( coisa que já estava me custando bastante caro!). Bom, proposta aceita, ele me pediu um local com privacidade e contato direto com a mãe terra, lá fomos às dunas novamente.
Em pleno palco de minhas mórbidas memórias, se deu nosso ritual, com uma pequena fogueira, palavras de poder e gestos... foi simples, mas bastante interessante (preciso aprender isso!) Concluído o processo, me senti estimulado a lhe oferecer um pouco do vinho que eu havia trazido, mas ele preferiu a cachaça artesanal (que também estava na minha mochila). Boas bebidas à luz da lua, isso sim é um ritual!
Inspirado pelo seu pequeno (e prático) ritual, 'Courinho' nos faz um convite uma jornada a sua terra, nas matas (restantes) da Chapada Diamantina. O argumento foi bom... um ganho substancial de poder, as batalhas seriam mais interessantes. Horas de ônibus, horas num trilha no meio da mata, mais horas na mata sem trilha. Imaginei se em algum momento não acabaríamos chegando a Goiás...
Ao final de nossa caminhada digna de um carteiro em hora extra, uma pequena e simples cabana, discreta por dentre as árvores... até fazendo parte do cenário. O interior era tão rústico quanto o exterior, perfazendo quase uma oca. Senti falta da civilização. Após certo descanso, um pouco de água e frutas frescas, ouvimos de Kirin (courinho), como seria o ritual, sobre a tribo indígena que mora próximo e outras frescuras sobre respeito e outras coisas...
O ritual procedeu sob a lua, em volta de uma fogueira, todos os urutha do nosso singular grupo; lá estava eu, uma filhota de gansgter, um narcotraficante exótico e um protótipo de bolsa de couro metido a índio. Que ótima alcatéia me meti... faíscas e efeitos à parte, foi uma cerimônia interessante, contudo o totem escolhido não me cheirava bem, como poderia ter respeito por aquele frango redondo? Me pareceu contrário a minha natureza, mas ainda sim algo interessante viria dali.
O retorno à velha mansão, a viagem fora calma (e longa)... mas algo naquela noite traria um pouco de emoção. Já eram altas horas, a gangster tinha arrastado o courinho para uma boate, o narco se embrenhou sabem os deuses onde, estávamos apenas Govannon, Raimundo e eu,na mansão. Havia devorados alguns artigos e estava curtindo o sono dos justos até escutar barulhos estranho vindos do corredor... Espreito à porta com duas seringas de curare concentrado (paralisante muscular), o som parece vir lá de baixo, no corredor vejo Raimundo e Govannon de pijamas (assim com eu) com armas em punho. Escutamos passos à escada, muitos deles... e uma multidão de 'vampiros' desponta no vão.
Não nos atacam, abrem espaço e vemos o que parece ser o líder, de aparência enauseantemente hedionda, se denomina Pesadelo, num tom rouco e metálico de voz. Ao erguer os braços, percebemos que em sua mãos jaziam inconscientes a pequena sanguessuga Jéssica e a sedutora ruiva Sophie. Um sorriso podre e um estalo, nossas aliadas haviam sumido e um número considerável de inimigo acabava de apontar armas para nós.
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