
O ano é 2132, já faz mais de trinta anos que a guerra começou, não uma com mísseis ou bombas, é algo mais sutil, mas não menos feio. Às vezes gostaria que a moda Lycan nunca tivesse existido, mas me dou conta de que sequer teria nascido se não fosse por isso. Ah, sim! Não sou humano, pelo menos não 100%, sou um lycan classe três, ou seja, nascido de um casal de lycans. Talvez meus pais não tivessem me feito se soubessem o que o futuro guardaria, mas já é meio tarde para pensar nisso.
Na historia da humanidade houve muitas grandes idéias e também muitas loucuras, muitas modas foram obras de arte e outras causaram apenas revolta. Mas nada trouxe tanto problema quanto a manipulação genética. A possibilidade de alterar os genes foi um grande avanço para a ciência, várias doenças simplesmente foram erradicadas, muitos casais sequer precisaram se preocupar com a saúde dos filhos que iriam nascer, esta já estava garantida. O problema, todavia, veio com a banalização do processo. Porque parar com o humano comum se você pode melhorá-lo? Assim começou... O resultado? É ainda pior que o antigo racismo, virou uma disputa entre espécies.
Quando nasci, entrei no meio de um campo de batalha silencioso. Se você acha que usar aparelho ou ter sardas tornou sua infância difícil, é porque não foi chamado de “Totó” na escola (esqueci de dizer, sou um Canis lupus sapiens, algo que antigamente chamavam de lobisomem). Aturei por toda vida apelidos e desprezo, para minha sorte (talvez por medo) nunca chegaram a me agredir.
Tive minha primeira briga na adolescência, mas não fui à causa, vi um grupo espancando um rapaz e fui tentar ajudá-lo. Avancei sobre o primeiro, foi algo instintivo, dei-lhe um soco forte na cara e ele desmaiou. Percebi que mais dois vinham, já haviam esquecido a vítima, partiram pra cima de mim. Desferi uns socos em estômagos e levei alguns também, mas eu não sentia a dor de tão forte a adrenalina. Foi quando algo queimou por dentro, e avancei mordendo no braço de um dos valentões, não foi nada tão profundo, mas o sangue os fez correr, carregando seu amigo desfalecido nas costas.
Quando ajudei o rapaz a se levantar, ele me agradeceu com um abraço apertado e me olhou nos olhos tão fundo que estranhei. Nunca um humano tinha me demonstrado carinho, ele parecia não se importar com as diferenças, sequer trocamos uma palavra e ele seguiu seu caminho.
Acabamos por nos tornar amigos mais tarde...
Na historia da humanidade houve muitas grandes idéias e também muitas loucuras, muitas modas foram obras de arte e outras causaram apenas revolta. Mas nada trouxe tanto problema quanto a manipulação genética. A possibilidade de alterar os genes foi um grande avanço para a ciência, várias doenças simplesmente foram erradicadas, muitos casais sequer precisaram se preocupar com a saúde dos filhos que iriam nascer, esta já estava garantida. O problema, todavia, veio com a banalização do processo. Porque parar com o humano comum se você pode melhorá-lo? Assim começou... O resultado? É ainda pior que o antigo racismo, virou uma disputa entre espécies.
Quando nasci, entrei no meio de um campo de batalha silencioso. Se você acha que usar aparelho ou ter sardas tornou sua infância difícil, é porque não foi chamado de “Totó” na escola (esqueci de dizer, sou um Canis lupus sapiens, algo que antigamente chamavam de lobisomem). Aturei por toda vida apelidos e desprezo, para minha sorte (talvez por medo) nunca chegaram a me agredir.
Tive minha primeira briga na adolescência, mas não fui à causa, vi um grupo espancando um rapaz e fui tentar ajudá-lo. Avancei sobre o primeiro, foi algo instintivo, dei-lhe um soco forte na cara e ele desmaiou. Percebi que mais dois vinham, já haviam esquecido a vítima, partiram pra cima de mim. Desferi uns socos em estômagos e levei alguns também, mas eu não sentia a dor de tão forte a adrenalina. Foi quando algo queimou por dentro, e avancei mordendo no braço de um dos valentões, não foi nada tão profundo, mas o sangue os fez correr, carregando seu amigo desfalecido nas costas.
Quando ajudei o rapaz a se levantar, ele me agradeceu com um abraço apertado e me olhou nos olhos tão fundo que estranhei. Nunca um humano tinha me demonstrado carinho, ele parecia não se importar com as diferenças, sequer trocamos uma palavra e ele seguiu seu caminho.
Acabamos por nos tornar amigos mais tarde...

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