domingo, 13 de julho de 2008

Bancarrota Musical...


Há músicas para se ouvir, para dançar, para pensar, para criar clima, para relaxar... e há o que sequer pode ser chamado de música... Já existiram grandes gênios, que regendo uma orquestra ou sobre um pianos podiam arrancar lágrimas, também aqueles que inspiraram gerações a lutar contra o sistema, ou ainda os que tiravam o controle dos corpos dos ouvintes e os faziam dançar por horas e horas...
Músicas imortais, ouvidas ao redor dos séculos... músicas atemporais que décadas depois até mesmo crianças conhecem as letras... e 'músicas descartáveis', que dentro de uma semana perdem a importância. Alguns tipos de música refletem a sociedade, a exemplo o MPB que pedia pelo fim da ditadura em várias letras ou a atual música eletrônica, cuja batida ritmada é fruto de chips e computadores. Todavia certos estilo parecem de certa forma retrógrados e excessivamente vulgares... não ultrapassando a marca de mera sobreposição de letras chulas sobre uma mesma batida sem criatividade.
Como uma da sete artes, a música é um reflexo da sociedade e de seus grupos sociais constituintes, isso forma um conjunto realmente vasto de estilos e variações. Há alguns que evoluem e se abrem em novas espécies, outros se mantém devido a um público fiel que o acompanha e novos ouvintes que se encantam, ainda há os que desaparecem (mas não totalmente) sendo ressucitados em ocasiões especiais e celebrações.
Uma boa questão a se levantar: "Que tipo de sociedade certo estilos musicais refletem?", é certa a pluralidade social, mas o que cria essa vulgaridade tão sem criatividade? E porque faz tanto sucesso? O nível de estresse se elevou a ponto do prazer musical excluir completamente a mente e se tornar um ritual puramente físico? Ou a população vem se distanciando dos meios racionais e está se moldando num massa estúpida e desprovida de raciocínio ou mente própria?
Tudo bem que a valsa já foi considerada vulgar pela proximidade dos corpos dos dançarinos e pelo movimento sensual (bem na época era bastante!), mas um estilo onde se vê a cópula pública e grupal? Para onde foi o prazer sensual da dança e toda o ritual de corte? No final tudo se tornou mero instrumento de sexo desenfreado e sem elos, apenas uma ferramenta de prazer sem conseqüência ou sentimento? A arte proporciona o prazer por ela mesma, mas pode-se considerar arte algo que se resume a prazer por si só numa insanidade ritmada?

Isso é a evolução?
Ou a involução?

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