terça-feira, 22 de julho de 2008

Fics Lupinas 3 - Sorte nipônica...


Baixinho, sempre bem alinhado, uma língua ferina, um olhar sério e uma sorte estranha... Esse respeitoso oriental nos acompanha em nossas batalhas. Mesmo após toda aquela tensão, algo nele ainda me incomoda, certos fatos em nossos encontros me fizeram questionar o que estaria por trás daquela face pouco expressiva e eloqüência empresarial. A começar sua presença na fatídica feira de ocultismo, ao vê-lo diante de tal estranha situação notei que ele era diferente. Não fora capaz de ver o que meus olhos de lobo me mostravam mas ele não havia se dissipado como o restante, era real.
Sua ajuda em minha fuga me fez perceber o quão útil ele poderia ser, mas um ponto daquele dia ainda me intriga... quando ele estava prestes a ser atacado pelo meu monstro-irmão, um simples vira-latas surgiu do nada e foi o suficiente para acobertar nossa escapada. Como um cão vindo do nada foi capaz de enfrentar um lobisomem em sua forma mais monstruosa ainda é um mistério. Animal louco!
Em nossa estada naquele barzinho na barra, percebi uma pessoa amigável, mas ainda havia uma certa distância, parecia proteger algum segredo. Como se guardasse algo perigoso e sua vida estivesse em risco, me identifiquei com isso. Afinal todos temos nossos pequenos segredos horríveis. Nisso me senti seguro em dizer-lhe a verdade (não toda, claro!) mas o suficiente para ele entender que o monstro não foi geração espontânea. Foi uma jogada um pouco arriscada, mas valeu a pena.
Ao revê-lo no encontro de nosso misterioso anfitrião (Govanon) tive certeza de que havia algo, ele poderia se tornar um aliado útil (ao menos por enquanto). Sua expressão mudara discretamente quando eu abri meu olhos para os dois mundos, ele pareceu sentir que eu o fazia, não só ele como a ruiva Sophie. Essa parecia ser a ligação entre eles... como se farejassem a magia do ar. Fato suspeito, contudo apenas ela demonstrou ter percebido, ao menos para mim ela comentou.
Raimundo se manteve fora de suspeitas até outras mudanças de expressão durante o incêndio, ela também sentira sua natureza sobrenatural. Após sairmos do prédio, revelei que o inimigo que causara o fogo agora estava em nosso encalço e foi nessa hora que vi seu real potencial. Ele lutou junto conosco mas à sua maneira, certas horas parecia concentra-se noutras um sorriso maquiavélico surgia em seus lábios quando algum golpe de sorte se apresentava, vi armas falharem e adversários difíceis errarem alvos fáceis, era como uma benção. Até o providencial desmoronamento que ocultou os corpos sem vida que largamos após a batalha.
Minha concepção dessa intrigante pessoa se completou com um perfil de um praticante das artes antigas, mas com um orgulhoso toque de modernidade e sorte. Acho que este oriental trouxe toda a sorte que podia consigo. Ainda não sei se devo confiar nele, mas por hora somos aliados, afinal sua sorte é bastante útil e suas habilidade na batalha também tem algum peso. Todavia ficarei de olhos bem abertos....

Um comentário:

Danila Alvim disse...

Eu acho ele arrogante e metido...
Mas tenho que admitir que ele tem bom gosto.
E assim vamos nós.
Até a flecha!