terça-feira, 25 de novembro de 2008

Eu faço o meu trabalho... se você não faz o seu não é problema meu!


Saúde, um dos mais importantes itens numa sociedade, o básico de uma boa existência... ou ao menos uma existência razoável. Vemos em todas as organizações sociais, desde pequenas famílias nucleares até grandes blocos multinacionais que seu sistema de saúde é reflexo não só dos fatores culturais, como também das relações interpessoais dos seus indivíduos e suas identidades dentro da superestrutura. Em resumo, o que vemos ao analisar um sistema de saúde é uma versão menor e amostral dos valores da sociedade ao qual o sistema pertence.
A nível de Brasil há uma hierarquia de qualidade dentro da saúde, uns poucos com acesso a uma tomografia antes de dar sequer um bom dia, em outros pode-se aguardar bons 40min para uma conversa rápida e uns exames... e o nosso campeão de audiência! Onde se aguarda 2 meses por uma consulta e mais 3 pra marcar um exame de 5 min, outro 2 para uma segunda consulta, somente para resolver uma doença que termina em três dias...
E diante da nossa sociedade imediatista, recorre-se às unidades de emergência com os mais absurdos motivos, cortes superficiais ocupam vagas destinadas a acidentes automobilísticos e tonsilites no lugar de crises hipertensivas. E o que fazer quando além de uma demanda superior à oferta somada a completa desordem e ignorância de prioridades? Aumentar a oferta e definir junto aos usuários a hierarquia de prioridades. Simples? De fato é! Todavia certas verbas teimam em parar em contas particulares e não se percebe nenhuma estratégia que mostre a população o que é ambulatorial, urgência e emergência.
O Brasil possui o melhor sistema de saúde já criado no mundo, o SUS, utilizado no Canadá, Cuba e Costa Rica (dentre outros), a questão é que nestes países é levado a sério e funciona! Enquanto deste lado da cerca... bom, basta pegar qualquer meio de comunicação para se ter uma idéia. Voltando a teoria do espelho, se a saúde que é tão importante anda desse jeito... como será que está o restante do país?
Um sistema de saúde requer uma boa interação entre seus mais diverso profissionais, desde aqueles que saem manchados de sangue, até os que passam os dias cercados de papéis e números. As conexões entre os pacientes e a documentação é imprescindível, não somente pela organização e catalogação dos procedimentos, mas para estruturar as futuras estratégias de saúde e dar suporte a avaliações detalhadas do perfil da população e suas moléstias.
Observa-se que ao invés de uma grande equipe interagindo para o sistema fluir, temos um verdadeiro arquipélago de classes profissionais, ao que parece cada um se preocupando apenas com sua própria função... um problema que cria uma vítima, o paciente! Processos simples que deveria correr em poucos minutos acabam por tomar horas, vê-se cada tipo profissional isolado em seu mundinho se preocupando apenas consigo e o risco de processo... ignorante a outra ponta da equação, como se fosse outra realidade alheia a dele.
Um fato interessante é a facilidade com que se pode observar as ilhas profissionais, basta entrar num hospital, de um lado um grupo de médicos discutindo, do outro enfermeiros conversando e preparando tratamentos prescritos, fisioterapeutas elaborando exercícios, nutricionistas, auxiliares de enfermagem, ... e no final da lista o paciente que aguarda um diagnóstico, sua terapêutica de tratamento (seja farmacológica ou fisioterápica) e exercendo plenamente sua denominação... sendo paciente, para que se lembrem de que ele os aguarda para poder continuar.


Mesmo que seja um festival de múltiplos profissionais, o sistema de saúde ainda é ÚNICO!
SUS

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Fics Lupinas 5 - 25 Vampiros e um frango mágico na chapada...


Conquistamos a mansão, prudência (ansiolíticos) e uma boa caminhada (acompanhado de uma garrafa de whisky) me acalmaram quanto a sórdida armadilha de Govannon e sua miniatura de sanguessuga. A árvore brilhante trazia calma, emanava um poder ancestral antigo, era como estar em casa... ainda que estivesse na mansão com aquele maldito! Acabei decidindo por ficar na casa e guardar tão precioso tesouro, ao menos até conseguir uma forma de tirá-lo de lá...
Após noites calmas, tudo parecia ir bem, sem novas armadilhas e o grupo parecia estar mais entrosado, aquele ridículo metido a índio (que mais parece uma bolsa de moedas de couro) parecia interessado na gagsterzinha... Há coisas que eu preferia nem ver... Era uma discrepância de mundos bastante gritante!
De repente o índio me apareceu com uma proposta interessante, uma magia que eu até então desconhecia, um ritual que me seria bastante útil... acho que esta foi a primeira vez que o "courinho" foi útil para alguma coisa de fato. Era um um ritual de magia urutha, um ritual de dedicação das vestes, para não destruí-las durante a transformação ( coisa que já estava me custando bastante caro!). Bom, proposta aceita, ele me pediu um local com privacidade e contato direto com a mãe terra, lá fomos às dunas novamente.
Em pleno palco de minhas mórbidas memórias, se deu nosso ritual, com uma pequena fogueira, palavras de poder e gestos... foi simples, mas bastante interessante (preciso aprender isso!) Concluído o processo, me senti estimulado a lhe oferecer um pouco do vinho que eu havia trazido, mas ele preferiu a cachaça artesanal (que também estava na minha mochila). Boas bebidas à luz da lua, isso sim é um ritual!
Inspirado pelo seu pequeno (e prático) ritual, 'Courinho' nos faz um convite uma jornada a sua terra, nas matas (restantes) da Chapada Diamantina. O argumento foi bom... um ganho substancial de poder, as batalhas seriam mais interessantes. Horas de ônibus, horas num trilha no meio da mata, mais horas na mata sem trilha. Imaginei se em algum momento não acabaríamos chegando a Goiás...
Ao final de nossa caminhada digna de um carteiro em hora extra, uma pequena e simples cabana, discreta por dentre as árvores... até fazendo parte do cenário. O interior era tão rústico quanto o exterior, perfazendo quase uma oca. Senti falta da civilização. Após certo descanso, um pouco de água e frutas frescas, ouvimos de Kirin (courinho), como seria o ritual, sobre a tribo indígena que mora próximo e outras frescuras sobre respeito e outras coisas...
O ritual procedeu sob a lua, em volta de uma fogueira, todos os urutha do nosso singular grupo; lá estava eu, uma filhota de gansgter, um narcotraficante exótico e um protótipo de bolsa de couro metido a índio. Que ótima alcatéia me meti... faíscas e efeitos à parte, foi uma cerimônia interessante, contudo o totem escolhido não me cheirava bem, como poderia ter respeito por aquele frango redondo? Me pareceu contrário a minha natureza, mas ainda sim algo interessante viria dali.
O retorno à velha mansão, a viagem fora calma (e longa)... mas algo naquela noite traria um pouco de emoção. Já eram altas horas, a gangster tinha arrastado o courinho para uma boate, o narco se embrenhou sabem os deuses onde, estávamos apenas Govannon, Raimundo e eu,na mansão. Havia devorados alguns artigos e estava curtindo o sono dos justos até escutar barulhos estranho vindos do corredor... Espreito à porta com duas seringas de curare concentrado (paralisante muscular), o som parece vir lá de baixo, no corredor vejo Raimundo e Govannon de pijamas (assim com eu) com armas em punho. Escutamos passos à escada, muitos deles... e uma multidão de 'vampiros' desponta no vão.
Não nos atacam, abrem espaço e vemos o que parece ser o líder, de aparência enauseantemente hedionda, se denomina Pesadelo, num tom rouco e metálico de voz. Ao erguer os braços, percebemos que em sua mãos jaziam inconscientes a pequena sanguessuga Jéssica e a sedutora ruiva Sophie. Um sorriso podre e um estalo, nossas aliadas haviam sumido e um número considerável de inimigo acabava de apontar armas para nós.





Fics Lupinas 4 - A criança das trevas e seu guardião


Desde o fatídico encontro no Bahia Café Hall com sua posterior destruição já imaginava que havia algo estranho neste mago. Não que algum mago mereça confiança, mas este em particular testa cada vez mais a minha já curta paciência lupina. Sempre com suas intenções obscuras e segredos, realmente tê-lo como aliado é algo cada vez mais desafiador, um verdadeiro teste de vontade.
Após aturar as dificuldades costumeiras com criaturas das trevas e seres malditos buscando minha extinção, acabei me tornando um pouco mais sábio, mais arisco. Mas este senhor de nome Govanom, ainda que jovem para o título, traz um fundo de mistério e uma névoa de incertezas ao seu redor.
A já atribulada visita a Mansão Hildemberg, nosso atual QG, foi o primeiro grande desafio. A invasão sendo simples demais, aquela misteriosa criança, como um dito ninho de sanguessugas tem apenas o cheiro de uma criança? Aquela menina pálida de aparência morbidamente inocente foi a única amostra de habitação daquela grande mansão. As tentadoras promessas de nosso misterioso anfitrião quanto aos tesouros lá dentro nos motivaram, mas o preço não foi barato.
A dura batalha naquela maldita sala de prata, recoberta de estacas, o suor e a adrenalina correndo loucamente sob os pêlos, a vida parecia ter o minutos contados. E como já não estivesse tudo miseravelmente difícil, aparece aquela horrenda criatura, que me descrevem como um semideus de uma dimensão alheia a minha compreensão restrita. Um ser de tamanho poder e bizarrice, que parecia ter saído dos piores pesadelos de todos os psicóticos drogados dessa maldita cidade somados.
Pentes e mais pentes foram gastos, as garras não ultrapassavam mais que superficialmente aquele couro maldito, estávamos prestes a ser fritos com raios, como o falecido Govanom fora minutos antes.
Em meio a adrenalina uma fagulha se acende em minha transtornada mente de gauru, o cheiro da casa ainda parecia abrigar apenas a garota, a cena parecia demasiado absurda para existir e num rápido pensamento gritei ao Antônio, o companheiro que se via perdendo os próprios membros em pedaços, que usasse suas ultimas forças para se livrar da menina.
Nem a ruiva conseguia manter seu orgulho, arrastando-se pelo chão e tentando alcançar a pirralha pálida, ambas pareciam sofrer juntar um mal invisível que as consumia. Ela ficou surpresa ao ver o golpe de Antônio sobre a menina. Em seguida tudo é uma névoa colorida e todo o tecido da realidade se esgaçou.
Acordamos sem danos, eu já voltara a minha humanidade e Govanom estava sentado numa poltrona, vivo! Com a garota em seu colo, tudo fora uma ilusão! A menina de aparência inocente e seu guardião haviam nos pregado uma peça! Mesmo após a bendita explicação, meus sangue fervia... a raiva pulsava em vermelho vivo sob a minha pele, minha única vontade era estraçalhar a ambos e sentir o sangue escorrer dentre meu dedos.



A desgraçada prudência me manteve quieto... ainda não era o momento...

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Herança miserável...

183 milhões de habitantes, 5% retendo 95% da riqueza. A pobreza se multiplica, a criminalidade cresce por falta de investimentos, novos pobres e mais filhos, mais pobreza. Ainda que existam política públicas de planejamento familiar a população carente persiste em seu número desenfreado de prole. Observa-se que o número de filhos é inversamente proporcional aos recursos financeiros da família e surge uma questão: como gerir tais escassos recursos e trazer a toda prole o suficiente? Resposta: partilha e crescimento sem os itens necessários.
Educação de pouca qualidade, saúde precária, fome, ignorância, criminalidade; uma família numerosa e de baixo estrato social não é capaz de gerar um meio que possa arcar com a demanda de seus filhos. Todavia a dúvida: por que se permite que esse absurdo persista? A falta de eficácia governamental é um resultado unânime de reclamações, mas avaliemos que quem mais consome o valor das 'sobras tributárias' (a porção não afanada por corruptos) é justamente a grande maioria que sequer tem recursos para a contribuição anual. Sustentamos uma grande massa de forma ineficiente e geramos cada vez mais dessa massa faminta de ignorantes e marginais ( não no sentido pejorativo cultural, mas realmente excluídos do crescimento nacional).
De fato, visto que tal parcela é incapaz de controlar sua própria expansão, uma medida mais drástica necessita ser tomada. Se as campanhas estão ineficazes em conscientizar, passeamos a um controle mais real e palpável, finalizar a gênese! Uma família dotada de dois filhos que está estável deve finalizar a produção gamética, para quê arriscar uma instabilidade? Não é viável criar uma prole maior que a capacidade de gerar recursos. E o que fazer então com os milhares de detentos dos estado? Estes tem uma média de até duas novas crianças por detento, qual futuro essas crianças podem ter? Assumir o local do pai no futuro talvez? A esterilização em massa dessa população é um dever do estado como prevenção da crescente marginalização.
Já existem parasitas estatais o suficiente! Os suados impostos que abusam do árduo suor brasileiro devem ter um fim mais eficaz, chega de programas governamentais de esmolas, todo esse desperdício precisa de um fim! Esmolas não darão um futuro a essas crianças, apenas escondem seu difícil e obscuro futuro. O que elas precisam é de investimento, poucos trocados não lhes darão uma profissão e dignidade no futuro, apenas calarão a boca dos preguiçosos por um tempo.

Quer mudar esse maldito destino de miséria de dor? INVISTA EM NOSSAS CRIANÇAS E PAREM DE LHES DAR ESMOLAS!

O que uma criança precisa é de um suporte e um futuro!

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Realidade sonhada...



Ainda que vivamos imersos nessa realidade dolorosa e prazerosa simultaneamente, sonhamos com um outro mundo. Um lugar mais caloroso e belo, onde os problemas não existem e a vida pode ser vivida do jeito que quisermos e todos podem usar do direito de serem livres e felizes. Contudo uma coisa a ser lembrada... já que queremos tanto um mundo melhor porque somente sonhamos com isso? O que estamos fazendo para tornar este em que vivemos algo ao menos perto daquele que sonhamos?
Reclamar é muito simples, se fazer de fraco e impotente também é fácil... mas quantos de nós estão realmente arregaçando as mangas para muda alguma coisa? Começar é difícil, mas a maior das jornadas começa com o primeiro passo ( a sabedoria oriental já dizia isso). Pare um pouco e pense: de que forma você está ajudando a criar o mundo dos sonhos neste aqui? Começou a menos a primeira passada? Já pensou nisso? Ou ainda estás a olhar para o próprio umbigo?
Paz, precisamos de mais um pouco disso... mas é um conceito que ultrapassa o silêncio e a visão de paisagem bucólica dos filmes. É o sentimento de segurança, de poder deixar os filhos brincarem na rua sabendo que nada de mau pode lhes acontecer, é andar pela rua à noite e admirar as luzes distraidamente e voltar inteiro para casa. O que se tem feito para isso? Culpamos a violência que só aumenta e deixamos de lado a causa desse problema, as pessoas que perderam as esperanças e vão desesperadas buscar migalhas do sucesso dos outros. Ou simplesmente jamais tiveram noção de futuro e sobrevivem como podem num sistema de conduta próprio.
Reclamamos da fome, mas o número de pessoas com sobrepeso e obesos já superou o de desnutridos, há comida suficiente para alimentar o mundo... mas não é distribuída. Desperdiçamos muito todos os dias, deixamos frutas, carne, vegetais... apodrecerem por nosso próprio descaso. É fácil não se importar quando sequer imagina a dor de um estômago vazio há dias... Barrigas aumentam e lesam corações... Costelas aparecem e corpos desfacem...
Há preocupação com o ódio por causa de palavras em livros antigos, fé e deus são palavras que se esvaziaram de significado... agora são armas para se mostrar a superioridade de uma crença ou outra. Religião é uma instituição, é criada por homens e está sujeita a falhas. Como se pode colocar uma verdade em confronto com outra, mesmo quando discrepantes elas ainda acalentam os corações de seus fiéis. É um terreno que deveria apaziguar a lutas e não ser estopim delas, como se vê a séculos... desde sua criação.
O mundo que vivemos é mutável, temos a inteligência, a tecnologia e a vontade... o que falta para que se torne o mundo que sonhamos?

Queremos um mundo e criamos um mundo... Mas criamos o mundo que queremos?

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Bordados e manchas - Ego ferido



Finalmente o grande dia havia chegado. Equipe armada até os dentes, todos presentes na sala de Govannon. O mais novo integrante, O arquelógo-perspicaz, nos tele-transportou para o desfiladeiro que ficava atrás da varanda, nos fundos da casa de festas.

Após subirmos escalando, o arqueólogo viu uma menina sentada no chão e dois cachorros rodeando os fundos. Não fosse a cautela do Arqueólogo e o faro do Introspectivo, iríamos dar de cara com os cachorros. Infelizmente não pudemos detê-los antes que eles machucassem nossa equipe. A menina pareceu ter percebido a nossa presença e correu para dentro de casa. Dessa vez eu consegui agir rápido e domei um dos cães. O outro machucou a mão do Vôzinho-estúpido (coisa que achei até bem feito) mas o Japonês atirou bem no meio das fuças dele.

Conseguimos entrar furtivamente. A casa estava aparentemente vazia. Só consegui detectar a mente de uma pessoa. Nas salas, nenhum sinal de vida. O ambiente não ajudava enxergar muito bem. E começava a ficar cada vez mais escuro. Afastei-me um pouco da sala principal, acompanhando os passos de Govannon. Comecei a passar mal, sentia uma tontura, uma fraqueza sem nexo. Tentei detectar se estavam manipulando minha mente. Nada funcionava. Virando para o outro lado, encontrei a menina caída no fim do corredor. Ao mesmo tempo, consegui ouvir som de metal se arrastando. Parecia que os outros corriam perigo. Mas eu já estava fraca demais para socorrê-los. Minhas pernas tremiam, sentia muita sede. A menina se aproximava cada vez mais de mim, pedindo ajuda. Ela estava sedenta também. Vi uma jarra com água num dos cantos da sala, mas antes de andar para pegar, caí no chão, quase desmaiada. Olhando para Govannon, ele parecia não reagir, estava imóvel. O arqueólogo-perspicaz tentava reagir, como eu, também sem sucesso. Não conseguia ver os outros. Mas fui capaz de ouvir a voz de quem estava provocando tudo aquilo. “Vocês estão gostando? Vou fazer vocês virarem pó! E o primeiro ser ele!”, apontou para Govannon.

Em segundos a magia se dissipou, consegui recuperar uma parte das minhas forças. No centro da sala estava uma figura horrenda, apontando cada um dos seus seis braços para um alvo diferente.

Num estalar de dedos, vimos o corpo de Govannon se esfarelar diante de nós. Minhas magias não funcionavam, eu ainda estava fraca. Como poderia reagir? Estava vendo a morte diante de nós. E uma menina inocente pedindo água diante dos meus pés. Mas o Japonês parecia lutar contra o inevitável. Vários tiros acertaram o poderoso monstro-mago. E ele parecia bastante forte ainda...

O que me restava era oferecer à menina um pouco de conforto. Dei água a ela e esperei. Iríamos virar pó, todos juntos! “Queria matar um por um, mas vocês preferem morrer juntos, pelo que percebo”! O mostro apontou todos os seis braços para cada um de nós.

E a última cartada seria a do arqueólogo. Num ímpeto de covardia ou coragem chutou o estômago da pequena criança jogada aos meus pés.

Toda aquela cena se dissipou. Acordamos todos diante de Govannon, sentado numa mesa com a pequena criança no colo.

Tentei me acalmar a muito custo, estava perplexa da maneira como tudo foi meticulosamente planejado. Pela segunda vez me senti usada.

A ilusão criada com a ajuda da garotinha tinha apenas uma razão. Convencer a cada um dos envolvidos na batalha que estávamos diante de inimigos muito poderosos... Aquele mago era uma espécie de semi-deus. Seria impossível derrotá-lo.

A raiva que sinto agora tem um nome: Govannon. Isso mesmo, G-O-V-A-N-N-O-N. Se ele tem os meios dele, eu tenho os meus. Manterei os fatos importantes, somente o essencial. A raiva? Será fácil esquecer. Preciso esquecer por uma questão de segurança. Farei exatamente como fiz com os sonhos...

Desde o início, tudo, tudo planejado por ele. Mas apesar da raiva que eu sinto, ele tem razão em dizer que precisamos nos proteger.

Estamos envolvidos numa grande guerra de interesses.




sexta-feira, 25 de julho de 2008

Bordados e manchas - em vermelho vivo



Eu, desde o início, tinha desconfiado daquela casaca mal alinhada.
Primeiro, os sonhos. Uma perseguição atrás da outra, sensação da morte batendo à minha porta. Acordava com a boca seca, precisando de algo que nem eu mesma sabia o que. Abandono, solidão, medo.
Logo em seguida, o convite para a Feira de Ocultismo. O cartaz surgiu do nada, onde sei que é proibido colar cartazes. Parece que foi só eu aparecer e pronto, o cartaz na minha frente, me seduzindo. Ainda bem, que por obra do destino, acabei não indo. Certamente minha raiva por Govannon aumentaria.
Foi então que ele se fez perceber. Convidou a minha pessoa para uma reunião no Bahia Café Hall. O único contato breve e distante que tive com ele antes da reunião foi um telefonema. Ao telefone não ouvi nada que me interessasse realmente. Teria que pagar para ver.
Logo quando eu cheguei na boate percebi que não era uma reunião a sós com Govannon. Estavam presentes alguns outros convidados. Foi então que vim a conhecer O japonês-arrogante, O retirante-aventureiro, A tarada-da-capa-preta, O introspectivo-interessante e Govannon.
Meu erro naquela noite foi não prestar atenção para o que realmente interessava: GOVANNON. Estava mais interessada nos convidados. E foi nesse deslize que eu quase morri. Queimada. O prédio ardia em chamas, estávamos todos presos no segundo andar. Não sabendo exatamente o que fazer, percebi o quanto de poder estava espalhado naquela Sala Vip. Todos os presentes exalavam poder. Percebi então que poderia me guiar pelo introspectivo-interessante. Ele olhava fixadamente para alguma coisa. Perguntei o que era. Rapidamente veio a resposta: cinco vultos pareciam provocar aquele incêndio. Mas não tive tempo para agir. As luzes iriam se apagar, iríamos morrer queimados se não tomasse uma providência. Foi então que Govannon explodiu umas das paredes que dava para a rua dos fundos. Quando todos conseguiram escalar os dois andares, os bombeiros estavam chegando ao local do incêndio.
Mas ainda havia perigo, estávamos sendo perseguidos por três dos cinco vultos. Corri para longe dos escombros na tentativa de conseguir enxergá-los. Após ver os “semi-vivos” tentei intimidá-los, sem sucesso. Tomei um tiro de raspão. A partir daquele instante nenhuma ação faria sentido para aqueles que ainda dormem... Conseguimos derrotá-los depois de algum tempo árduo, com a ajuda de um homem meio estranho de cabelos brancos, criatura que eu viria a chamar de O vôzinho-estúpido. Escondemos os corpos e fugimos antes que alguém nos visse.

Na semana seguinte, aceitei fazer parte de uma missão. Segundo Govannon, existia um local, uma casa de festas no Corredor da Vitória, onde estava infestada por seres semelhantes aos que matamos. Eles guardavam algum objeto do interesse de Govannon. Foi então que, pela primeira vez, me senti usada. Govannon queria que matássemos por ele. Mesmo assim, a missão me interessava.
Queria saber, a qualquer custo, quem era Govannon e qual o verdadeiro interesse dele em mim. Os meios que eu estava utilizando até o momento não estavam dando certo. Meus contatos não sabiam informar muita coisa. O que me restava era segui-lo e tentar arrancar informações realmente úteis.

O que eu não sabia é que estava caminhando para a morte.

terça-feira, 22 de julho de 2008

Fics Lupinas 3 - Sorte nipônica...


Baixinho, sempre bem alinhado, uma língua ferina, um olhar sério e uma sorte estranha... Esse respeitoso oriental nos acompanha em nossas batalhas. Mesmo após toda aquela tensão, algo nele ainda me incomoda, certos fatos em nossos encontros me fizeram questionar o que estaria por trás daquela face pouco expressiva e eloqüência empresarial. A começar sua presença na fatídica feira de ocultismo, ao vê-lo diante de tal estranha situação notei que ele era diferente. Não fora capaz de ver o que meus olhos de lobo me mostravam mas ele não havia se dissipado como o restante, era real.
Sua ajuda em minha fuga me fez perceber o quão útil ele poderia ser, mas um ponto daquele dia ainda me intriga... quando ele estava prestes a ser atacado pelo meu monstro-irmão, um simples vira-latas surgiu do nada e foi o suficiente para acobertar nossa escapada. Como um cão vindo do nada foi capaz de enfrentar um lobisomem em sua forma mais monstruosa ainda é um mistério. Animal louco!
Em nossa estada naquele barzinho na barra, percebi uma pessoa amigável, mas ainda havia uma certa distância, parecia proteger algum segredo. Como se guardasse algo perigoso e sua vida estivesse em risco, me identifiquei com isso. Afinal todos temos nossos pequenos segredos horríveis. Nisso me senti seguro em dizer-lhe a verdade (não toda, claro!) mas o suficiente para ele entender que o monstro não foi geração espontânea. Foi uma jogada um pouco arriscada, mas valeu a pena.
Ao revê-lo no encontro de nosso misterioso anfitrião (Govanon) tive certeza de que havia algo, ele poderia se tornar um aliado útil (ao menos por enquanto). Sua expressão mudara discretamente quando eu abri meu olhos para os dois mundos, ele pareceu sentir que eu o fazia, não só ele como a ruiva Sophie. Essa parecia ser a ligação entre eles... como se farejassem a magia do ar. Fato suspeito, contudo apenas ela demonstrou ter percebido, ao menos para mim ela comentou.
Raimundo se manteve fora de suspeitas até outras mudanças de expressão durante o incêndio, ela também sentira sua natureza sobrenatural. Após sairmos do prédio, revelei que o inimigo que causara o fogo agora estava em nosso encalço e foi nessa hora que vi seu real potencial. Ele lutou junto conosco mas à sua maneira, certas horas parecia concentra-se noutras um sorriso maquiavélico surgia em seus lábios quando algum golpe de sorte se apresentava, vi armas falharem e adversários difíceis errarem alvos fáceis, era como uma benção. Até o providencial desmoronamento que ocultou os corpos sem vida que largamos após a batalha.
Minha concepção dessa intrigante pessoa se completou com um perfil de um praticante das artes antigas, mas com um orgulhoso toque de modernidade e sorte. Acho que este oriental trouxe toda a sorte que podia consigo. Ainda não sei se devo confiar nele, mas por hora somos aliados, afinal sua sorte é bastante útil e suas habilidade na batalha também tem algum peso. Todavia ficarei de olhos bem abertos....

domingo, 13 de julho de 2008

Bancarrota Musical...


Há músicas para se ouvir, para dançar, para pensar, para criar clima, para relaxar... e há o que sequer pode ser chamado de música... Já existiram grandes gênios, que regendo uma orquestra ou sobre um pianos podiam arrancar lágrimas, também aqueles que inspiraram gerações a lutar contra o sistema, ou ainda os que tiravam o controle dos corpos dos ouvintes e os faziam dançar por horas e horas...
Músicas imortais, ouvidas ao redor dos séculos... músicas atemporais que décadas depois até mesmo crianças conhecem as letras... e 'músicas descartáveis', que dentro de uma semana perdem a importância. Alguns tipos de música refletem a sociedade, a exemplo o MPB que pedia pelo fim da ditadura em várias letras ou a atual música eletrônica, cuja batida ritmada é fruto de chips e computadores. Todavia certos estilo parecem de certa forma retrógrados e excessivamente vulgares... não ultrapassando a marca de mera sobreposição de letras chulas sobre uma mesma batida sem criatividade.
Como uma da sete artes, a música é um reflexo da sociedade e de seus grupos sociais constituintes, isso forma um conjunto realmente vasto de estilos e variações. Há alguns que evoluem e se abrem em novas espécies, outros se mantém devido a um público fiel que o acompanha e novos ouvintes que se encantam, ainda há os que desaparecem (mas não totalmente) sendo ressucitados em ocasiões especiais e celebrações.
Uma boa questão a se levantar: "Que tipo de sociedade certo estilos musicais refletem?", é certa a pluralidade social, mas o que cria essa vulgaridade tão sem criatividade? E porque faz tanto sucesso? O nível de estresse se elevou a ponto do prazer musical excluir completamente a mente e se tornar um ritual puramente físico? Ou a população vem se distanciando dos meios racionais e está se moldando num massa estúpida e desprovida de raciocínio ou mente própria?
Tudo bem que a valsa já foi considerada vulgar pela proximidade dos corpos dos dançarinos e pelo movimento sensual (bem na época era bastante!), mas um estilo onde se vê a cópula pública e grupal? Para onde foi o prazer sensual da dança e toda o ritual de corte? No final tudo se tornou mero instrumento de sexo desenfreado e sem elos, apenas uma ferramenta de prazer sem conseqüência ou sentimento? A arte proporciona o prazer por ela mesma, mas pode-se considerar arte algo que se resume a prazer por si só numa insanidade ritmada?

Isso é a evolução?
Ou a involução?

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Vergonha bienal...


O regime quatrienal de eleição na democracia brasileira é um exemplo de velocidade de contagem e de presença de eleitores (talvez pelo fato de ser obrigatório). Contudo também é um exemplo do quanto a política brasileira é levada a sério. Candidatos que entram em rede nacional sem sequer terem projetos a apresentar ou aparecem simplesmente fazendo palhaçadas e imbecilidades, é um absurdo o horário político, que adentra as milhões de casa brasileiras apenas para mostrar patetas metidos a artistas de circo que se acham no direito de entrar no quadro político brasileiro.
O atual estado do país não é somente é reflexo histórico de concentração de riquezas e poder, mas também fruto de uma população ignorante que não se importa com o próprio futuro. É o plano ideal de dominação, uma população burra que pode ser facilmente guiada e eleger outro candidato vazio que manterá o país à venda e as condições absurdas a que o povo é submetido. Não é à toa que a nação vive dessa forma, o máximo de expressão política do brasileiro é reclamar do estado atual. Esse mesmo brasileiro estará catando um 'santinho' do chão para votar no idiota mais aleatório que encontrar ou no primo do vizinho da cunhada que é candidato...
Que tipo de futuro este país pode ter com esta bagunça e falta de respeito que é o cenário político? É incrível que as pessoas não sintam vergonha pelo que fazem por sua nação, o ato patriótico do brasileiro é torcer e reclama das seleções esportivas, em especial a de futebol. Como diria uma antiga charge da ditadura: "... em um povo heróico o brado retumbante: 'goooooooool'..."
O brasileiro parece não dar nenhum importância a própria casa, sim a nação é a casa de todo o povo, mas o pequenos quintais simplesmente tem maior importância... Aparentemente da porta da rua para fora já é problema dos outros. Para quê ligar para a política, já que todos são ladrões de qualquer jeito? ABSURDO!
Como exigir uma postura adequada e honesta do representante de um povo desonesto e ignorante? E o pior que não é uma frase tão forte ou ridícula, o brasileiro é desonesto sim! Não é sensato nem correto afirmar que se trata de uma nação de bandidos, mas que é uma população de 'espertinhos', isso é! Desrespeita filas ou não devolver troco a mais é normal, fingir deficiência para conseguir aposentadoria é mais difícil, todavia também possível, subornar policiais para não levar multa... comum. Se nas pequenas leis não há respeito como se pode esperar que haja nas grandes?
O povo brasileiro tem a representatividade política que merece, afinal não se colocaria uma pessoa tão diferente de a realidade no poder... a discrepância seria absurda demais para ser permitida ou escondida...

A política brasileira é espelho do povo brasileiro!

Fics Lupinas 2 - Mistério ruivo

A primeira vista na reunião da sala vip me pareceu apenas mais uma riquinha mimada, se fazendo de séria com seu traje formal de grife. Seu ar meio esnobe e fútil, já a havia descartado do hall de possíveis sobreviventes naquele estranho grupo reunido. Seu sorriso parecia vazio, lhe dava um toque de mistério, embora suas palavras parecesse uma mistura impossível de infantilidade e seriedade. Me foi realmente difícil de entender.
No decorrer da conversa pude perceber certa perspicácia em suas ações, com a desenvoltura de um enxadrista e uma névoa suave de polidez e doçura. Uma pessoa perigosa! Contudo o que me fez voltar-lhe a atenção não foram seus modos ou sua aparência, mas um sussurro. Em meio a confusão daquele estranho incêndio na boate, ela pôde perceber minha habilidade. Eu fora tão discreto e de expressão imutável, mas ela pareceu sentir, como eu sinto os cheiros. E me fez a pergunta sussurrada: "- O que você está vendo?"
Apenas isto já mudou minha opinião sobre ela, ela percebeu que minha visão estava além do mundo material e eu via a real causa daquele inferno em chamas. Os cinco vultos! Os mesmos da estranha feira da semana passada. Estavam ali em nosso encalço novamente. Eram nossa maior ameaça.
Percebendo que a fútil ruiva poderia ser útil lhe passei minha preciosa informação, nossos inimigos agora tinham mais uma preocupação. O que essa misteriosa e bela moça guardava dentre seu segredos e talentos? Que cartas estariam dentro de sua mangas de tecido caro, que poder se esconderia por trás de seus olhos de avelã?
Seus reflexos de gatos ao descer os quase 6 metros de altura de nossa via de escape daquelas chamas me surpreenderam. A musa ruiva realmente tinha seus truques, valeu a informação.
Outro ponto a me chamar atenção foi sua bravura ou burrice de se aproximar dos inimigos armados naquele beco onde estávamos (das cinco figuras, três se materializaram e vieram em nosso confronto), seu olhar concentrado, parecia querer entrar na mente deles, mas os tiros seguintes revelaram seu fracasso.
Sua face entesada e olhos vidrados nos inimigos em plena batalha me chamavam atenção, ela sequer mostrara temor por sua vida, nem mesmo quando as circunstâncias me forçaram a assumir uma forma bestial. Ela não fugiu ou se assustou com o monstro de que tornei. Era uma pessoa que me atiçou a curiosidade.
Certos fatos estranhos em nossa sangrenta luta me fizeram crer que a bela moça tinha poderes invisíveis e sutis. Nossos inimigos em certos momentos pareciam confusos e desnorteados, um deles que resistiu a minha mordida feroz chegou a perder a função do braço direito sem nenhuma razão... Creio eu que os olhos avelã tinha a resposta....

Sua sobrevivência aquela batalha insana me fez precavido e cuidadoso, avaliar certas pessoas pela imagem naquele nosso estranho grupo seria um ato muito tolo... Principalmente com a princesinha misteriosa...




sexta-feira, 4 de julho de 2008

Fics Lupinas - Areias Vermelhas


"Que calor! Tão quente, essa luz forte sobre meu rosto, abro os olhos... a minha volta apenas areia branca e vermelha. Aconteceu de novo! Estou nu, sujo e cercado de carne despedaçada... O que eu fiz meu deus? Que tipo de monstro eu sou? que destino cruel essas pessoas encontram sob minha garras?
Me visto com o menos sujo dos trapos a minha volta, enterro os resto e após uma pequena prece ando até a praia. O caminho é conhecido, não foi o primeiro dos meus vazios, acontecem já há alguns anos, meus pés já me levam sozinhos até o mar. O calor escaldante é vencido pelo frescor das águas, o suor e o sangue seco são lavados do meu corpo... é como um ritual de auto-purificação. A praia está deserta, mesmo sob o limpo céu azul, é como meu lugar secreto, poucos a conhecem e menos ainda se atrevem a vir aqui.
A volta para casa é a parte mais difícil, o avançado da hora mantém as ruas movimentadas, por sorte moro perto do mar, nunca consegui me afastar dele. Após quase uma hora sob o queimor do sol em minha pele tão já bronzeada - fruto desses 'passeios não-planejados'- arde um pouco, mas chego próximo a meu porto seguro, minha casa. Minha janela aberta, tão amigável, me deixa entrar discretamente.
Após um banho revigorante, me deito na cama e minha consciência pesa; quantas famílias choraram e sofrem pelo meu vício obscuro? quantos órfãos eu fiz e quantas viúvas? Caio no sono, fui acordado pelo barulho estridente do despertador, eram 19 horas. Meu turno no hospital começa em uma hora...
Eu entendo a ironia, acordar cercado de morte e passar meu tempo cuidando da vida, mas ainda sim, sinto como se fosse uma forma de compensação, talvez minha redenção. Tentar amenizar o que faço em minha inconsciência, me fazer um pouco mais humano. Tornar a doença algo mais ameno e afastar a morte, esses são os trabalhos de parte de mim, a outra parte se faz no exato oposto.
O turno é pesado, me impressiona um pouco a ferocidade das pessoas, a quantidade de violência. Me sinto como se não fosse o único monstro, há tantos por aí que talvez façam até algo pior. Minha mosntruosidade ao menos é escondida por minha inconsciência e acho que por isso seja algo mais instintivo que cruel.
O turno acaba, estou exausto! Meu corpo dolorido pede descanço, o ar da madrugada fria me refresca, é relaxante... O céu está tão limpo, a lua brilha linda céu, isso vale uma caminhada... Após uma rápida troca de roupas em casa, um passeio na praia parece tão convidativo, sentindo a brisa fria que arrepia minha pele.
Andar sem rumo, observando o reflexo da lua n'água, o brilho branco é cada vez maior, mais atrativo, me sinto cada vez mais relaxado, é como um tonificante... que sensação de liberdade maravilhosa..."

segunda-feira, 30 de junho de 2008

+ 90 milhões em 30 anos...

"... Noventa milhões em ação, pra frente Brasil...", esta era (parte da) música no ano do tricampeonato brasileiro na copa de 70, hoje (2008) temos cerca de 183,9 milhões. O povo andou bastante ocupado! A população brasileira mais que dobrou nos últimos 38 anos.
E como gerir recursos e fornecer estrutura a toda essa gente? Pensando bem... que estrutura? A saúde pública é um caos, a educação forma analfabetos com diploma, a segurança vive atarefada e superlotada, a miséria continua aumentando... Hum, para onde foi o imposto desses novos 93 milhões? Ilhas Caymã, Suíça... bolsos e cuecas à parte... porque cresceu tanto?
A ironia de deixar mais miséria de herança... a porcentagem mais humilde da população é, geralmente, a mais 'fértil' e costuma mostrar números que até espantam (8 filhos, 10, 13, 16). Que tipo de estrutura essas crianças ganharão? Nenhuma,! Até o alimento lhes será consideravelmente escasso. Como a sociedade e o governo podem permitir que tal multiplicação de pobreza continue? Se espera chegar a absurdos populacionais (como na Índia ou China) para se tomar alguma medida mais drástica?
As medidas e programa de planejamento familiar tem dado algum resultado, contudo, não chegam a muitos que precisam. Além dos métodos contraceptivos mais simples (preservativos e pílulas hormonais), uma política de esterilização se faz também necessária. Pode parecer um pouco cruel e frio esterilizar a população, todavia a grande maioria não pode sustentar mais que dois ou três filhos e aí se faria a linha de corte.
Os procedimentos de esterilização são razoavelmente simples: ligadura de trompas (fem.) e vasectomia (masc.). São uma forma eficaz de controle de crescimento, não afetam a desenvoltura sexual ou a libido do casal, além de saírem a um custo menor ao estado, visto que possibilitará um desafogamento gradativo dos serviços públicos.
De que adianta essa natividade se não se pode criar bem esses novos brasileirinhos que virão? Vemos na rua todos os dias o resultado de uma criação sem qualidade, temos marginais... Sem educação e nem saúde, sem capacidade de conseguir uma forma decente de sustento acabam por se envolver em atividades ilícitas e aumentando a violência.
Em certas condições econômicas se sustenta um filho, noutras se agüenta dois ou três... mas por que há quem tenha 4 ou mais quando sequer pode manter um ou dois decentemente? Fez um ou dois, é suficiente (a depender da capacidade financeira) faz a esterilização, de preferência após o parto... o pai pode aproveitar e fazer a vasectomia junto, são procedimentos relativamente simples e podem consistir num pacto de afeto mútuo.

O que se diz a uma criança quando não se pode lhe dar um futuro?

terça-feira, 17 de junho de 2008

Criança gerando criança...


É essa a pior frase para a maioria dos homens ouvirem de suas namoradas, superando facilmente "Estou menstruada." ou "Quero discutir nossa relação..." e até mesmo "Ai amor, estou com dor de cabeça...". Em muitos casos o casal não tem preparo ou estabilidade para uma notícia dessa magnitude, gerando um caos na relação e a difícil tomada de decisões. O que fazer quando o casal é menor de idade e estudante?
No Brasil o aborto é crime, conseguindo-se apenas com um processo legal (tendo estupro como justificativa) ou em caso de risco de vida da mãe. Contudo, uma gestação não planejada não pode causar danos também? Que tipo de educação e estrutura uma menina de 16 ( ou 15, 14, 13, 12, 11!) pode dar a uma criança?
Não que se deva banalizar o procedimento, é muito agressivo, mas uma flexibilização da lei pode evitar o abandono de muitas crianças e a ruína de infâncias. Políticas melhores de educação sexual, um verdadeira e sem vínculos religiosos ou sob influência da moralidade hipócrita são necessárias. As crianças estão gerando crianças, é um absurdo! Os pais também devem ser educados para esse tipo de realidade e ajudar na prevenção.
Temos a necessidade de uma ampla campanha educacional para esse grave problema, que não só é de cunho social mas um sério desafio a saúde pública. A proporção de prematuros e doenças neonatais é bem superior a média normal, além de oferecer um risco maior a jovem mãe. Além da ausência de maturidade para encarar a nova realidade, é bastante difícil deixar de ser o centro do próprio mundo. Deixar de ser o centro das atenções é uma experiência bastante dura e somando-se a isso a carga de responsabilidade de criar o novo ser, que é totalmente dependente, é consideravelmente pesada.
Outro ponto complicado é a criação retrógrada e repressiva, jovens muito "trancados" geralmente não têm informação ou conhecimentos sobre sexo. Ainda porque os pais mais repressores têm vergonha de falar sobre o assunto ou o consideram um tabu. Em geral são frutos de um estilo de criação também repressor.
A solução plausível para este problema é uma campanha educacional de larga escala, com a inclusão de educação sexual com disciplina escolar desde o ensino básico (livre de tabus e ministrada por profissional capacitado), educação e informação da família (que é parte importante na formação e crescimento dos jovens), além de incentivo ao uma vida sexual saudável e ao uso de preservativos e métodos contraceptivos.

Vamos deixar nossas crianças serem crianças...

quinta-feira, 12 de junho de 2008

As cores da bandeira...


A bela bandeira brasileira, negra como nossas florestas queimadas, vermelha como o sangue derramado pela ganância por ouro, marrom como nossos oceanos poluídos e cinza como as nuvens de fumaça que recobrem nossas cidades egoístas. Que estamos fazendo com este paraíso que nos foi dado?
A cada ano é destruído um estado de Sergipe de mata na Amazônia, toneladas de resíduos industriais são jogados sem nenhum tratamento nas águas de nossas praias (mesmo as turísticas), sangue é derramado por dinheiro ou mesmo por futilidade, milhões de gases e partículas tóxicas são jogadas nos céus. Dentro de quanto tempo estaremos cercados de cinza?
O que estamos fazendo o verde das matas, o amarelo ouro de nossas riquezas, o azul-marinho de nossos belos mares e o branco pacífico de nossas nuvens a enfeitar o límpido céu? A cada novo ano a bandeira nacional tem cada vez menos relação com a realidade de nossa nação. Outras nações se digladiam por nossas riquezas, enquanto nós desperdiçamos tamanho presente com nossa ganância e ignorância sem fim.
Sugerem até a internacionalização da Amazônia, um absurdo, pois a riqueza jamais será repartida, apenas é uma forma legalizada de saque ao nosso patrimônio. Como acontece com toda riqueza ao redor do globo, usa quem pagar mais. Temos de dizer não a tamanho disparate, os estrangeiros já usaram sedenta e parasitariamente suas próprias riquezas e agora babam pelas nossas.
Outro absurdo, que é cometido aqui dentro por nossos compatriotas, a transformação de áreas de floresta em fazendas. É ridículo, o solo da amazônia é péssimo para agricultura, pois é extremamente pobre em sais minerais e a matéria orgânica é fornecida pela própria floresta (num sistema de auto alimentação). O desmatamento para gerar zonas agrícolas acaba com o pouco de nutrientes do solo, é desperdício e crime o que estamos fazendo com tamanha reserva de riquezas.
Nosso último desatino: atualmente uma fazenda na região amazônica pode explorar cerca de 20% de sua área, deixando o restante para preservação... Há um projeto de lei que quer mudar a porcentagem de exploração para 50%. Isso vai multiplicar a destruição!!! Como brasileiro devemos mudar isso! Já chega de tanto absurdo! Vamos lutar pelo que é nosso, salvem a amazônia!!!
(*mais informações visite: www.greenpeace.org)

sexta-feira, 6 de junho de 2008

E agora doutor?


Faculdade longa e difícil, horários enlouquecedores, vários locais de trabalho, dinheiro... razoável, centenas de pacientes, vários medicamentos e doenças para ter de memória. A 'vida' de um médico se confunde com sua medicina, qual nunca passou um feriado de plantão? Ou o réveillon trabalhando? É uma profissão que envolve e torna-se parte da pessoa.
No lado oposto da equação, o paciente. Horas nas filas, doente, cansado, desamparado, buscando um fim para sua doença. Mas pouco informado, acaba indo para locais errados, informação fruto de uma cultura errônea, imediatista.
Os hospitais lotados, gente pelos corredores, pacientes sem leitos, é dura a realidade da saúde no Brasil, o governo tem uma parcela esmagadora de culpa, mas o povo também leva sua cota, assim como os profissionais da área.
O estilo do Sistema Único de Saúde é funcional e eficaz, é o mesmo do Canadá, Cuba, Costa Rica e outros países, contudo no Brasil se vê este verdadeiro absurdo. Está aberto a toda população, realiza os mais diversos procedimentos e atende sob as mais variadas especialidades, contudo por corrupção, desvio de verbas e falta de informação, o sistema se encontra em estado precário.
Há uma hierarquia de complexidade, onde na base estão diversas Unidades Básicas e no ápice temo os grandes Centro médico-hospitalares. Mas, por falta de informação, a tendência geral é sempre ir às emergências hospitalares independente da gravidade da doença, O QUE É UM ERRO!
Há diferença entre urgência e emergência, a primeira é importante mas não tem risco de vida, enquanto a segunda apresenta risco de morte. E o que acontece na primeira gripe ou uma torção de tornozelo? Vai para a emergência para ser atendido rápido... Resultado: Emergências Superlotadas! O que fazer com uma vítima grave de acidente quando o único centro cirúrgico de um hospital está ocupado retirando um furúnculo?
Os corredores repletos de pacientes, os médicos abarrotados de prontuários, trabalhando 80 horas semanais ou mais, com plantões de 12h, 24h... medicando até a exaustão. Pacientes que entram para consulta e não fornecem informações direito para um diagnóstico correto, ou inventam queixas e pedem atestados, ou simplesmente querem fazer uma bateria de exames sem motivo (e não querem ser examinados). Check up é moda? Mas quando descobre que tem hipertensão se recusa a cortar o sal, ou é um diabético que não quer deixar seus docinhos...
Eis aí uma boa questão:

"Um check up ocasional serve como desculpa para manter um estilo de vida nada saudável?"

Hora de montar a cena: 'Seu Fulano' 50 e poucos anos, adora um torresmo, é doido por frituras, lhe falta educação para saber o quanto isso faz mal, e continua o exagero... vai fazer seu 'check up' (leia-se exame de sangue, fezes e urina - o povo acha que isso é um check up) e descobre uma aterosclerose... que pena! Só resta de dizer: e agora doutor?*

[*Agora é bye-bye pro torresmo e olá para os remédios e dieta]

terça-feira, 3 de junho de 2008

Sonhos e Frustrações...


A vida é um mar de surpresas, expectativas, decepções, vitórias, derrotas... um verdadeiro jogo de probabilidades. A cada esquina cruzada um novo conjunto de possibilidades é aberto, e devemos nos preparar para viver essa tempestade de incertezas. Sempre há desafios, são parte de nossa existência e nos motivam a continuar, a lutar e a sobreviver.
Antes mesmo de nascer, somos inundados de expectativas e sonhos, nossos pais esperam ter passado a nós suas melhores características, torcem para que tenhamos saúde, inteligência, que sejamos dignos de orgulho. Bom, com sorte uma parte dessas expectativas se realiza... Ou não.
E o que acontece quando não se concretizam? Decepção! Espera-se um filho estudioso, de bom caráter e no final temos um futuro delinqüente, que azar!
Mas pensemos um pouco, não vivemos repletos de sonhos e expectativas? Faz parte de nós essa esperança de conseguir algo melhor, ou de crescer, ou de achar a pessoa especial. São tão variados os sonhos quanto as mentes que os projetam... Só conseguimos viver porque temos objetivo, enquanto buscarmos, enquanto tivermos algo pelo que continuar, só assim podemos viver. Somos movidos a sonhos.
E quando os sonhos são quebrados e as expectativas frustradas? A queda de vôos tão altos, um mergulho nas trevas de decepção e apatia. Há estímulo ao sonho, mas nenhum preparo quanto a realidade dura da frustração. É ingenuidade pensar que todos os sonhos se realizam, nem em livros diabéticos (água com muito açúcar) tudo é realizado. Precisamos estar psicologicamente preparados para possíveis vieses de nossos planos, ter uma forma alternativa de sucesso.
É dolorosa e irritantemente amarga a derrota, mas nos ensina a realidade da vida e de nós mesmos, nos dá um piso e nos lembra de nossa imperfeição. Somos seres falhos, por isso continuamos em frente. O ser humano é instintivamente impelido a evoluir, a se aperfeiçoar, a crescer.
O combustível da vida são os sonhos, para tentarmos evoluir a algo 'melhor' do que somos agora, haverão obstáculos de decepções pelo caminho. Estas moldarão nosso caráter e nossa visão do mundo, são parte do aprendizado. A questão é a seguinte, como você espera correr atrás do seus sonhos e não passar por obstáculos? Esteja pronto para eles! Se fortaleça!

"Junte as pedras do teu caminho e as transforme na base da tua fortaleza."

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Porcupine Tree - A Smart Kid




O egoísmo é assim tão abundante na natureza humana? Quando se trata de satisfazer a própria ganância parece que a moral deixa de existir. ( ou talvez nunca tenha existido. ) Num planeta onde a maioria dos que tem condições de melhorá-lo pensa com os bolsos, a tendência é ir de mal a pior. Sempre pensam no "eu" e nunca em "nós". A melhor opção é sempre a mais lucrativa. É sempre a mesma linha de raciocínio: "Quem se importa com os outros? Eu quero é ganhar dinheiro." Não vejo nada de errado em querer ser rico, creio que todos nós gostaríamos de ter dinheiro para gastar à vontade. O problema é como a maldade humana e egoísmo funde-se e vêm os roubos, mortes, guerras, problemas ambientais e afins. Tudo em nome dos zeros na conta bancária. Falando em maldade humana vejamos o preconceito e o tudo que ele provoca. Não entendo o que há de tão difícil em aceitar as diferenças do outro. Sempre alguém dá um jeito de causar um conflito pela cor, religião, culturas, gostos diferentes. Tudo é motivo para causar desentendimento ou matança. Não podemos simplesmente conviver em paz? E no fim somos forçados a viver com medo. Estar sempre escolhendo nossas relações, estar sempre com um pé atrás. Afinal, nunca sabemos que tipo de pessoa nos espera. E viver com medo de ser o que você é, viver com medo de se relacionar, não é viver. Então uma pergunta: o que será o futuro do mundo então? Não seria horrível acordar amanhã e descobrir que o mundo como conhece não existe mais porque alguém do outro lado do planeta não gostava da religião do outro, ou porque não deu importância aos apelos para conter a exploração descontrolada dos recursos naturais? (Engraçado é que agindo assim, eles também condenam seus próprios filhos ( os quais eles devem dizer que amam)) ao mesmo futuro que nós. Ou ainda acordar e alguém não gostar mais de você porque descobriu que você tem uma crença diferente?

Link para download da música:
http://www.usaupload.net/d/zl24yra9v53

Link para letra e tradução:
http://img81.imageshack.us/img81/1280/porcupinehk6.jpg



sexta-feira, 30 de maio de 2008

Uma puxada aqui, uma esticada ali e tudo vira plástico!



Cirurgia plástica, uma ciência antiga ou uma arte médica? Desde a grande expansão anos atrás, o mundo das cirurgias plásticas já sofreu com a mídia sensacionalista e ainda assim consegue crescer, graças as novas tecnologias e a eterna busca por melhorias estéticas e reconstrução após acidentes.
Contudo, ainda que represente uma parte importante da área cirúrgica, está marcada como uma especialidade de artistas e fúteis. É um erro pensar de a cirurgia plástica se resume a silicone, liftings e peelings. Pode não fazer da tripas um coração, mas transforma pele de coxa em rosto e fíbula em mandíbula.
Muitos acreditam que o cirurgião plástico é capaz de tornar qualquer um de monstro em modelo. Isso é um mentira, pode-se dar retoques e mudanças de acordo com a preferência do paciente, viabilidade do procedimento, habilidade do cirurgião e capacidade da conta bancária. Pois algumas custam pequenas fortunas.
Outro ponto que chama atenção, o padrão de beleza, como tornar uma pessoa bela num padrão tão entrelaçado de preconceitos e idealizações. Um conceito de beleza tão europeu, como desfazer de tantas beldades étnicas e transformá-las em barbies sem identidade.
Nâo tenhamos em mente a beleza global como um mar de manequins simétricos e perfeitamente iguais. Respeitemos a beleza individual e as preciosidade que cada carga genética tem a oferecer.
Um visão crítica é necessária, para não nascerem crianças tão diferentes de seus pais 'atuais', concebidas do molde 'original' (genético). Imagine uma criança se vendo em completa discrepância quanto a seus pais, questionando-se por não ter a mesma beleza, ou sequer semelhança. Se forma aqui o circulo vicioso?
Não vamos nos encher de procedimentos acreditando num milagre, esse vício de vaidade não gera deuses, apenas monstros. Os pequenos detalhes fazem a obra de arte, todos têm algo que incomoda, aquela manchinha, uma leve assimetria. Mas cuidado para não se tornar um vício, quando nasce, o ser humano é 0% plástico... qual a porcentagem quando for a óbito?

"A beleza está nos olhos de quem a vê."

Herança de lágrimas e trevas...


Guerras, genocídio, toneladas de armas, rios de sangue e lágrimas... que tipo de mundo estamos deixando aos nossos filhos e netos? (Se é que teremos netos...) Einstein uma vez respondeu a seguinte pergunta:
"- Como será a terceira guerra mundial?"
"- Não sei, mas a quarta será com paus e pedras."
Os seres humanos sempre impressionam com a capacidade criativa, principalmente na destrutiva, se pensar bem podemos usar qualquer criação humana como arma, e é basicamente o que fazemos... armas! Dentre os animais, o ser humano é o menos fisicamente capacitado mas goza de uma inteligência que deu o controle do planeta. Outra característica que permitiu a continuidade de sua existência enquanto espécie foi a capacidade de socialização e trabalho em equipe. Hoje, usamos todos os recursos para a destruição mútua, grandes mentes trabalham dia e noite pensando em maneiras criativas de ceifar vidas. Qual o objetivo disso?
Quando pensamos no futuro, sempre surge a imagem de uma criança, a continuidade de nós mesmos em nossos filhos e trabalhamos duro para deixar-lhe o máximo de conforto e dar-lhes um bom alicerce para que construam suas vidas. Mas o que acontece quando lhes deixamos um planeta arrasado? Guerras intermináveis e sem nenhuma razão, preconceitos absurdos e ódio mútuo, é isto nossa herança?
O que você pretende deixar como presente aos teus filhos? Ruínas, poeira vermelho-sangue e uma montanha de corpos? Não? E o que tem feito para evitar isso? É fácil dizer que somos incapazes de mudar o rumo de uma guerra internacional sozinhos. Mas nessa era de economia globalizada, todos fazem parte das engrenagem da máquina global. Você não precisa organizar planos e matar líderes mundiais ou ameaçar nações para que fiquem em 'paz'. Todavia pode ajudar a promover um mundo melhor.
Cada indivíduo pode contribuir, todos temos uma parte da culpa e somos parte da solução também. Comecemos aqui mesmo na nossa vizinhança, vivemos em uma guerrilha urbana disfarçada. Vamos avaliar as causas de violência louca que assola nossas ruas e faz o medo adentrar nossas casas. É a fome? A pobreza? Vamos fazer algo! Arrume um emprego para um homem de família para que ele não se torne um ladrão. Invista numa criança e lhe dê um futuro. Conscientize seus amigos e familiares.
Quer trabalhar a um nível maior? Cheque a posição de gigantes multinacionais quanto a guerra, se estão contribuindo para a nossa destruição não use mais seus produtos, use os da concorrente, vamos mostrar que junto temos poder! Faça embargo aos mercadores da morte! Não bancaremos mais a guerra, faremos juntos um mundo de paz.
Quer dar bom exemplo ao seu filho? Mostre a importância do indivíduo, mostre que temos ferramentas e podemos investir num futuro melhor.

Você tem poder, mostre ao mundo que o futuro ainda não foi escrito e pode ser melhor!

Você é Feliz? Pagou quanto?

Felicidade, tão buscada, incessantemente sonhada... idealizada. Afinal o que é felicidade?
Segundo Aristóteles é ter algo pra fazer, algo para amar e algo pra esperar... Já é um ótimo começo! E bastante simples... Sabe-se que o conceito pregado pelo sistema capitalista mantém o indivíduo num estado ilusório, de eterna insatisfação, dessa forma adquire produtos (muitas vezes supérfluos) para sanar o vazio e de nada adianta.
É tolice crer que se pode comprar felicidade, pode-se pagar um psicólogo ou remédios... Um exemplo é o top capitalista do globo (todos sabem qual é...) cujo medicamento mais vendido é anti-depressivo. Nada como a boa solidão, muita grana e pílulas alegres...
Falando sério, você é uma pessoa feliz? Qual o seu conceito de felicidade? Ter, ser, viver, amar, comer, beber e tantas outras ações, para muitos isso é a verdadeira felicidade. Mas se parar um minuto é infeliz? Parece que se a mente tiver ocupada o bastante, não repara o vazio sentido no coração.
Pare um pouco, depois você conta suas moedas para pagar aquela porcaria linda que você dividiu e 7826348 parcelas para poder comprar. Hum, um outro ponto a considerar, temos uma larga faixa de população sob a mesma influência de conceito, mas sem subsídios para bancar tal estilo de vida. Todavia "Deus inventou o parcelamento", assim quem não pode pagar fácil por algo altamente lindo e inútil, pagará 3 vezes mais de forma parcelada, quase indolor... Ótima idéia!!!
Vamos aproveitar e contabilizar: Um celular que fala 98 idiomas e faz café árabe, um carro que reclama com o dono e assobia, uma camisa linda da marca tal que não pode nem ver máquina de lavar, uma calça tão desgastada e destruída quanto cara... a conta é bem grande... E para quê? sustentar um padrão das belas novelas da televisão. Onde até o núcleo pobre tem obras de arte pela casa e ótimos decoradores. Pela piada!
Todavia, é seu direito gozar de pequenos 'luxos', mas seja sábio, o caro não é o de maior valor... é simplesmente aquele que não vale o que custa...

Aceita uma pílula de alegria?

quarta-feira, 28 de maio de 2008



O Diário da Timidez - Segunda Parte

A mente humana é uma equação que ainda não tem solução, pois, ao mesmo tempo em que se parece tão simples, se torna tão complexa, pois desenvolvemos tanta tecnologia, porem não aprendemos as ferramentas necessárias para conquistarmos o espaço onde nasce a nossa timidez, a ansiedade, o medo, a coragem, os sonhos, o nosso encanto pela vida.
Se compararmos a nossa mente como o mais belo teatro da vida, onde você vai estar?
No palco dirigindo a peça ou na platéia sendo um espectador passivo de seus conflitos, perdas e culpas?
Se soubesse que só iria viver mais um dia na sua vida o que você faria?
Essas indagações, não são para assustar você, simplesmente para te dizer que ser tímido é normal, mas não podemos deixar a vida passar, sem deixar nossa marca registrada nela. Para que você retome as rédeas de sua vida e vire o ator principal dela, você precisa refazer caminhos, reconhecer erros e deixar de ser cativo de seus pensamentos e emoções. Pois, o passado, não pode ser reescrito, mais o nosso presente e futuro sim.
A vida é um contrato de risco, basta esta vivo pra morrer. Lembre-se um grande amor e uma grande conquista representa sempre um grande risco.
Então agora pense como você vai levar a sua vida, para que no futuro permita que você olhe para trás e veja que valeu a pena lutar pelo controle de sua vida, pois viver apaixonadamente com todos os ferimentos que isso vai te acarretar, vale a pena. Lembrar sempre de três coisas: - respeito por você mesmo, pelos outros e pelos seus atos. Em brigas com pessoas amadas, concentre-se no presente e não traga as feridas do passado. “Se precisar disparar a flecha da verdade, primeiro molhe a sua ponta no mel,” assim ficara mais fácil para encarar o assunto e não deixar que pequenas brigas destruam grandes amizades. Isso tudo porque quando decidir tomar o controle de sua vida, as pessoas vão estranhar sua mudança, não digo para sair brigando com todos, mas sim não se deixar dominar e obedecer cegamente sem se quer questionar o que estão lhe pedindo. Pois se continuar sendo um mero espectador da sua própria vida será tarde. Pois ser tímido é normal, mais quando isso interfere em sua vida, vindo a te causar transtornos, isso não é normal...

segunda-feira, 26 de maio de 2008

E esse velho e machucado coração...


Em pedaços, completamente destruído... quem já não teve seu coração nesse estado deplorável, onde as lágrimas correm rebeldes pela face e o peito dói como uma espada lhe atravessando. Tão maravilhoso é voar apaixonado, esquecer do mundo ao olhar aqueles olhos vidrados nos teus... e tão grande é a queda quando tudo acaba...
Perder um amor é algo realmente doloroso, imensurável até, mas é bom lembrar que ao menos houve esse amor. A dor do fim é proporcional a força do amor que acabou. Imagine o quão poderoso era esse sentimento e o quão sortudo se foi por poder viver algo assim. Então antes de catar no lixo os cacos do seu coração despedaçado, lembre o que ele pôde desfrutar.
Nessa vida amores começam e acabam. Mas a dor é supervalorizada, sabemos e tememos que tudo um dia acabe. Então curta a parte boa e se prepare para a ruim... Não que em todo desentendimento se deva ficar já com o pé atrás esperando o fim. Aproveite todos os bons momentos, evite dizer coisas que não gostaria só por estar de cabeça quente e lembre de uma coisa: "Essa briga pequena e por motivo qualquer vale a perda desse sentimento gostoso?"
Bebe-se, grita-se, sofre-se muito, arrisca-se a vida com bobagens. Porque a dor da perda é tão superestimada? Porque é tão difícil seguir em frente? Vai doer quando o amor acabar? Vai sim e muito, será duro e difícil... talvez seja necessária uma pequena reclusão do mundo. Contudo, levante esse rosto inchado de choro e ponha uma coisa na cabeça: as coisas acabam! Relações também terminam, a melhor forma é terminar de um jeito amigável, para doer menos. E continuar a ser a pessoa que fez o outro(a) se apaixonar.
Você se tornará mais forte após cada queda e mais experiente, portanto arme-se e prepare-se, a vida continua!

"Espere o melhor e prepare-se para o pior!"

Aos corações ainda indomados, inconformados com o vazio gélido da solidão, um pequena pergunta: "Por que ainda estás sozinho(a)?" Vive-se culpando a falta de tempo, a ausência de pessoas decentes e legais, o azar; são muitas as desculpas.
Experimente gastar alguns minutos pensando... "O que você fez nos últimos tempos para encontrar uma pessoa legal?", "Em que tipo de local se poderia achar alguém que combine com você?" e o mais importante, "O que você está disposto a investir nessa busca por uma pessoa interessante?"
Todos temos nossos critério para escolher um parceiro(a), deve ser especial, 'bonito(a)', inteligente, divertido(a); dentre outras qualidades, além de ter preferências parecidas. Muitos ainda sonham com a 'perfeição', mas não investem para se tornar atraentes para o 'ser perfeito' que sonham. Deve-se lembrar que não é só buscar, mas oferecer algo também para que a outra pessoa seja atraída por você. É uma troca, cada um investe em si.
Uma pessoa bem arrumada e bem vestida procura outras assim, um leitor que adora saber de tudo e conversa inteligentes não se interessa por um avesso a livros. Quer encontrar alguém , seja atraente para esse alguém.

Se você não investir em você, quem investirá?

domingo, 25 de maio de 2008



DIÁRIO DA TIMIDEZ - PRIMEIRA PARTE

Tire de cada dificuldade que a vida lhe trouxer a lição de que nada tem valor a não ser o que é conquistado. E se você não cria o seu futuro, alguém vai criá-lo para você. E talvez de uma forma que você não vai gostar. Escrevo isso, pois, hoje em dia muitos se escondem atrás de uma tela de computador, pois não tem coragem de expressar suas emoções, Em outras palavras, é um padrão de comportamento em que a pessoa não exprime (ou exprime pouco) os pensamentos e sentimentos, e não interage ativamente. Usam o PC com meio de fuga, pois pensam que não são normais, quantos conversam extrovertidamente através do MSN ou do Orkut, com seus vizinhos e quando encontram nas ruas parece que o papo não flui como no computador. Parecem que são estranhos.
Hoje em dia esta mais comum isso do que imaginamos.
Vivendo em uma sociedade que esta cada vez mais doente, pois os valores estão invertidos onde o ter esta mais importante do que o ser. Mas preocupe-se que rumo sua vida esta levando, se não vai conseguir quebrar essa barreira, pois você pode perceber que muito mais forte que isso. Vai descobrir que não fale apenas ficar atrás de uma tela onde se senti protegido por ter medo de enfrentar seus sentimentos, pois toda vez que se olhar no espelho o reflexo será sempre o mesmo. Mas, preocupe-se mais com sua consciência do que com a sua reputação. Porque sua consciência é o que você é, e sua reputação é o que os outros pensam de você. E O QUE OS OUTROS PENSAM É PROBLEMA DELES.

PALAVRAS DE REFLEXÃO

Quando for amar, ame o mais profundo que puder...
Quando for falar, fale o que for realmente necessário...
Quando for sorrir, procure sorrir com os olhos também...
Quando pensar em desistir, pense na luta que foi começar tudo e nem desista...
Quando quiser se declarar a alguém, faça isso sem medo do que a pessoa pensará de você...
Quando for sonhar, sonhe bem alto, bem longe...
Quando for partir, nem diga adeus, diga como tudo foi maravilhoso...
Quando for abraçar um amigo, abrace com todo carinho e se lembre desse abraço a vida toda...
Quando precisar de ajuda nem se envergonhe em pedir socorro, sua humildade vale a vitoria...
Quando sentir raiva de alguém, peça luz em oração para esta pessoa...
Quando tentar algo de novo na vida, tente para valer, mude, arrisque-se, viva intensamente...